ZN-FILOSÓFICA

domingo, 11 de dezembro de 2011

Grito de guerra racista faz time de basquete colegial inteiro ser suspenso


Por Rafael santos – sáb, 10 de dez de 2011 00:59 BRST

Tyra Batts era a única atleta negra do time de basquete.

Praticamente todo time de basquete do colégio East Kenmore foi suspenso após entoar gritos de guerra  racistas no vestiário e ofender Tyra Batts, a única atleta negra do time. As jogadoras sempre entoavam "Um, dois, três nieger" antes de deixar o vestiário (a gíria 'nieger' é extremamente ofensiva nos Estados Unidos) e continuaram a cantar mesmo com o pedido de  Tyra que parassem com o costume.
Suas companheiras de time disseram que o 'grito de guerra' era uma tradição na equipe e  não estavam dispostos a parar. "Eu disse que eles não estavam autorizados a  a dizer essa palavra e que não gostava. Mas, eles disseram, 'você sabe que nós não somos racistas, Tyra. É apenas uma palavra, não um rótulo'. Eu estava em desvantagem",explicou Tyra Batts ao jornal local.
Contudo, o grito de guerra e as piadas de cunho racial continuaram até que Batts não aguentou e se envolveu em uma briga com uma de suas colegas de time.  "Foi um misto de raiva e frustração por ter sofrido isso de toda a equipe", disse Tyra ao Buffallo News.
Por conta das regras da escola, Batts foi suspensa por seu envolvimento na briga. No entanto, quando ela revelou as razões que a levaram a brigar a sua suspensão foi reduzida.  A direção da escola resolveu cancelar todas as atividades do time de basquete por uma semana. As 12 alunas que ofendiam Tyra foram suspensas e serão obrigadas a frequentar um curso de sensibilidade cultural. Apenas duas companheiras dela  pediram desculpas pelos insultos.  O caso tem gerado muita discussão na cidade de Kenmore, cuja população é 97% branca.

NÃO SOU BÍGAMO, MAS TIVE DOIS AMORES


(crônica)
Homenagem aos 30 anos da conquista do Mundial de Clubes da FIFA.Fernando Ramos Natal-RN, dezembro de 2011
Por: Claudio
 Flamengo campeão interclubes de 1981.
Enquanto o país sofria com a crise econômica na década de oitenta. Uma outra nação regozijava-se com o brilho de suas constelações. Para os economistas: a década perdida. Para os Rubro-Negros: a década vencida.  
 “Sou tricolor de coração...” Desde a minha mais remota história de vida torço pelo clube das Laranjeiras. De forma análoga ao que ocorre com a maioria das pessoas, se não com todas, sofri influência dos parentes. Quando o assunto era futebol, as imagens, os sons e as emoções que me eram apresentadas tinham três cores: verde, branco e grená. Dessa forma fui apresentado ao meu primeiro grande amor: Fluminense FC.
Em uma sociedade onde se valoriza as ações individuais, a espontaneidade e as escolhas pessoais, dever-se-ia tratar como sacrilégio imperdoável a forma, nada democrática, como se busca recrutar novos torcedores no ceio das famílias... Não há escolhas. Cadê a filosofia sartriana (“O homem está condenado a ser livre!”)?
Ao longo de toda a minha infância não houve qualquer problema com o meu casamento tricolor. Durante décadas os tricolores foram os maiores campeões do Estado. Eu vibrava com isso. Porém as coisas mudaram significativamente com o início de minha adolescência. Aos quinze anos de idade, mais consciente do significado de uma vida a dois, fui apresentado a outro clube carioca. Que fique claro que não foi um clube qualquer, da existência desses sempre fui consciente, essa apresentação foi um caso singular, me apresentaram uma seleção: Raull(goleiro), Leandro, o Peixe Frito (lateral-direito), Marinho e Mozer (zagueiros), Júnior, o Capacete (lateral-esquerdo), Adílio e Andrade (volantes), Zico, o Galinho de Quintino (meia),Tita e Lico (pontas de lança), Nunes, o Cabeça de Bagre (centroavante), Paulo César Carpeggiane (técnico).

 A partir desse momento não pude mais ser o mesmo. Naquele instante senti pelo Flamengo o que hoje se sente pelo melhor clube da Espanha (Barcelona), o que se sente pelo camisa dez do Santos (Neymar), o que se sentiu por Romário (EUA 94) e por Ronaldo (Coréia-Japão 2002). Não tive nem tempo para dar atenção às vozes da rivalidade. Fui fisgado.
O Fluminense nunca perdeu importância em minha vida, mas teve que reparti-la com o Flamengo; sendo assim, durante toda a década de oitenta, tive dois amores. Confesso, sem nenhum constrangimento, que nesse período, nas poucas vezes em que fui ao Ginásio Mário Filho (Maracanã), cinco no total, três foram para ver o Flamengo jogar.
Sinto saudades daquela época, saudades de minha dupla identidade, saudades daquele Flamengo Campeão Mundial no Japão sobre o poderoso da Inglaterra (Liverpool). O Flamengo de hoje em nada me lembra o de ontem. Por conta disso estou mais sossegado, dedico-me, de forma exclusiva, ao meu maior e primeiro amor. Não houve sequelas, caminhamos firmes para as bodas de ouro.
Quanto à prática da bigamia, não me julguem os tricolores nem os de outros clubes. A prática pode até ser criticada e rejeitada moralmente, mas não se enganem, ela é bem mais comum do que se imagina. Você conhece alguém que tenha ou já teve dois namorados (as)? Que torça ou torceu para mais de um clube? Que tem ou teve ídolos de várias equipes? É provável que sim. Mas afinal, qual é o seu caso?
Cacau :¬)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

VOTOS DE UM FELIZ NATAL

Por: Claudio Fernando Ramos Natal-RN, Dezembro de 2011


O Natal, festa predominante no mundo ocidental, tem servido, principalmente aos que vivem na pós-modernidade, a vários propósitos: consumo, fantasia e festejos.
Tudo isso é bom, mas, pela falta da excelência dos propósitos, não há viabilidade para todos.
 Porém, a de se redescobrir os objetivos natalinos mais simples, sem lhes diminuir a importância, pois os mesmos não fazem distinção de classe, gênero ou raça:
A reflexão, artigo indispensável para o autoconhecimento; dar atenção, algo vital no processo de descoberta do outro; o amor, sentimento preponderante para a fomentação da isonomia social, e, a fé no filho de Deus, fator inexorável para validar a origem, sentido e objetivo da vida.
 Útil ou Inútil? Sob essa ótica a sociedade nos tem motivado a enxergar. Todavia, se a reflexão, a atenção, o amor e a fé, forem convidados, para esse natal, se descobrirá, sem muito esforço, que as coisas mais importantes da vida não precisam ser encaradas dessa maneira, como sendo Úteis ou Inúteis. Porque se são verdadeiramente humanas, são Necessariamente Eternas.
Feliz Natal e prospero Ano Novo. Cacau :¬)