ZN-FILOSÓFICA

terça-feira, 3 de março de 2015

O SHOW NÃO PODE PARAR!

Por: Claudio Fernando Ramos, 03/03/15. Cacau “:¬)
Leia o artigo só depois de ler a reportagem (Click no link acima). 

Gladiadores da IURD.
Seria essa uma versão light e tupiniquim dos já conhecidos e odiados fundamentalistas islâmicos? Ou, só mais uma estonteante cortina de fumaça para aumentar o mistério e a sensibilidade do espetáculo? Em outras palavras, talvez tudo não passe de mais uma fenomenal jogada de marketing do “mago” Edir Macedo? Só o tempo dirá! A sociedade é midiática, tudo tem e não tem, concomitantemente, muito ou nenhum significado! Quem viver testemunhará! Ou quase isso!
  

Uma coisa é certa, quer gostemos da IURD ou não, os caras são os caras! Se no passado, aos descontentes com o país, só restavam duas opções (amar ou deixar), o mesmo se dá nos dias atuais com a IURD, ou se odeia ou se imita! Em um mundo tão competitivo, desumano, pragmático e capitalista, a segunda opção parece ser bem mais promissora que a primeira. Faça já a sua escolha, porque o show não pode parar! Cacau “:¬)  

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

QUEREM NOS TORNAR PORTADORES DE DEFICIÊNCIA “FÍSICA”!

Por: Claudio Fernando Ramos, 26/02/2015. Cacau “:¬)


Segundo reportagem, arrolada no portal G1, juiz do Estado do Piauí impõe restrições ao uso do aplicativo WhatsApp em terras brasileiras. Fazendo alusão ao finado poeta mineiro, eternizado na orla de Copacabana, nós perguntamos: e agora José?
Se isso de fato vier a ocorrer, a situação para muitos, dada a necessidade que se criou em torno do uso do serviço, se assemelhará a perca de um dos membros do corpo! Estaríamos aqui cometendo uma hipérbole? Ou, ao contrário, o fato é que és adepto dos eufemismos?
Quem viver verá, ou não!
Sair do ar por um tempo, não é de fato uma coisa boa. Porém, convenhamos, esse é um mal menor. Pior seria se as mensagens, assim como todas as imagens, ali postadas pelos usuários, viessem a ser (compulsoriamente) de domínio público. Conhecimento é poder, disse certa vez um filósofo. Mas, caso essa improvável hipótese se torne realidade, esse poder será atômico; portanto, bem além daquilo que o pensador quis de fato externar!
Só de pensar nessa probabilidade, dá vontade de esconjurar em nome de tudo quanto for mais sagrado. Deus me defenda! Vixiiii Maria! Meuuuu Deus! Jesus, Maria, José, São Lázaro e, só para garantir, São Joaquim do Catageró e Santo Antônio do Pocotó! Cacau “:¬)

http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/juiz-determina-suspensao-do-whatsapp-no-brasil-15436995

domingo, 22 de fevereiro de 2015

NÃO LHE PROMETEMOS UM JARDIM DE ROSAS

Por: Claudio Fernando Ramos, 22/02/2015. Cacau “:¬)
https://br.celebridades.yahoo.com/blogs/notas-omg/morre-o-ex-baixista-do-legiao-urbana-181214446.html

Há os que insistem em engrossar, alienada e contraditoriamente, as fileiras dos que fazem apologia ao livre e descriminalizado uso das drogas ilícitas. Esse procedimento já foi romantizado no passado, principalmente nas décadas de sessenta e setenta. Mas, com ou sem romantismo, a verdade é uma só: naquela época, em nossos dias ou em qualquer outro momento, os seus  funestos efeitos são sempre os mesmos: DEVASTADORES!

As Drogas seduzem não só pelos efeitos que causam, mas também o faz pelo fato de não impor nenhuma distinção para o seu uso (étnica, etária, de gênero, de opção sexual, de formação e de classe): quanto mais, melhor; venham como estiver, de onde e como vier! A miséria sempre detestou a solidão! Porém, esse seu aspecto democrático é totalmente falso e letárgico! A camaradagem, facilidade e a liberdade, que se possui no momento da adesão desaparecem quase que totalmente, no momento em que se “quer” sair! Nunca é demais lembrar que sair, quase nunca é um ato de volição do indivíduo, mas sim uma desesperadora necessidade de sobrevivência.

Para cada ex-usuário, liberto de suas garras, há sempre mais escravos sob clausura.

Muito mais deve ser dito sobre essa verdadeira praga social, os pais que tiveram seus filhos transformados em verdadeiros autômatos, sabem sobre o que estamos falando; mas, também sabemos que, se continuássemos, não diríamos nada que você, querendo, já não saiba ou que, através de outros meios e exemplos, venha saber! Cacau “:¬)  


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ética X Felicidade

Por: Claudio F. Ramos, 18/02/2015. Cacau “:¬)



Há quase duas décadas, no plano Federal, venho votando, sistematicamente, no PT. Essa vem sendo a minha opção política, não, necessariamente, a minha convicção pessoal! Alguém disse: não existe nação (pólis) justa sem cidadãos justos, nem muito menos cidadãos justos sem que a nação (pólis) também o seja! Portanto, nesse país, não são só os partidos políticos que carecem de ética! Dito isto resta saber: quem tomará a iniciativa em favor da moral? Nós cidadãos comuns ou eles cidadãos "especiais"? A já conhecida acusação mútua (Eles dizem - os eleitores são alienados, sem memória; Nós retrucamos - os políticos são corruptos, sem ética), apesar de significativa, não passa de retórica esvaziada de força e poder transformador. A corrupção política é um filho gestado no interior de uma nação que entende como normal a ausência de ética no plano pessoal da existência. Na nação dos jeitinhos, conchavos e arranjados (a maioria de nós assim se comporta), se fizeres uma pergunta relativa (O que é a felicidade?) terás uma resposta objetiva; no entanto, se formulares uma pergunta objetiva (O que é ética?), terás uma resposta relativa (se tiver). Concluímos que, no Brasil, o importante é ser feliz; quanto à ética pessoal, bom... É bem melhor cobra-la dos outros! Cacau ":¬)  

REALIDADE: UMA MASCARADA SEM FANTASIA

Cinco dias com pouca ou nenhuma máscara, vendo, mostrado e regozijando com o que de fato fomos, somos e seremos. Quarta feira de cinzas, hora e vez de recolocar a máscara cotidiana, dissimulando, negando e agonizando com o que nunca fomos, mas imaginamos ser possuidores: bondade, justiça, humanidade... Bem vindo, de volta, ao mundo mascarado; mas, nesse caso, sem fantasias! Cacau ":¬)  

Iª Grande Guerra (1914-1918)

O CENÁRIO NA EUROPA ANTES DA GUERRA
Podemos considerar que as principais causas da Primeira Guerra “Mundial” de 1914 a 1918 são de ordem econômica. Os impérios Europeus acirravam os ânimos entre si devido a busca de regiões ricas em matérias primas para suas indústrias e de mercados consumidores para os seus produtos industrializados. O choque de interesses entre as potências imperialistas se agravaram com a entrada da Alemanha (unificada em 1871) e da Itália na corrida imperialista. Alemães e italianos estavam insatisfeitos com a repartição do mundo colonial queriam uma redivisão dos territórios, embora o problema da perda, terreno na disputa por colônias, tenha sido causado pela unificação tardia destes dois países.
Indiscutivelmente a Primeira Guerra do século XX foi motivada por fator de ordem econômica, no entanto, não foi o único. As raízes do conflito encontram-se nas rivalidades históricas reavivadas por disputas no século XIX, na Europa verificava-se uma situação de conflito de interesses que colocava frente a frente uma série de países. Vejamos alguns desses atritos:
· Inglaterra X Alemanha: As duas maiores potências industriais da Europa disputavam os mercados mundiais com extrema tenacidade. A Inglaterra tinha a vantagem de possuir mais colônias na África e na Ásia;
· França X Alemanha: Ao unificar-se a Alemanha, anexou as províncias francesas de Alsácia e Lorena, ricas em ferro e carvão – base para a indústria. Isso estimulou um sentimento revanchista e anti-germânico nos franceses.
· França X Itália: Esses dois países disputavam a posse da Tunísia, na África.
· Rússia X Império Áustro-Húngaro: A Rússia era o maior dos países eslavos, e além de posicionar-se a favor da Sérvia na questão dos Bálcãs, ambicionava formar uma grande nação eslava sob seu comando.

A PREPARAÇÃO PARA A GUERRA
Anteriormente abordamos alguns dos motivos gerais (de ordem econômica e as rivalidades históricas) que contribuíram para a Primeira Grande Guerra do século XX, agora verificaremos os muitos atritos que envolviam as potências europeias.
A insegurança provocada pelo “clima” hostil entre as potências, provocou uma verdadeira corrida armamentista preventiva, que ficou conhecida com a hipócrita denominação de Paz Armada. Isso quer dizer que os países procuravam incrementar seu poderio bélico (armamentista), imaginando escapar das investidas de nações inimigas. O antagonismo (interesses opostos) entre as nações provocou a formação de blocos de países preparados para um possível enfrentamento armado. Os blocos militares  ou alianças militares, formados a partir de então foram os seguintes:
A) TRÍPLICE ALIANÇA: A Alemanha e o Império Austro-Húngaro assinaram, em 1879, um acordo de ajuda militar mútua. Posteriormente a Itália, em represália pela invasão francesa à Tunísia, aderiu à Tríplice Aliança em 1882. Entretanto, posição italiana nessa aliança foi dúbia desde o princípio. De forma que, secretamente os italianos assinaram um acordo com o bloco rival em caso de guerra, recebendo como recompensa colônias na África.
B) TRÍPLICE ENTENTE: Inicialmente existia um acordo entre França e Inglaterra (Entente Cordiale), no qual a primeira reconhecia as pretensões colonialistas da segunda e esta se comprometia a ajudar a França, no caso de uma agressão alemã. Em 1907 a Rússia adere ao bloco. Formava-se assim a Tríplice Entente.

OBS 1: Importante ressaltar que para os dois blocos militares organizados prevaleceu a máxima: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", ou seja, os países
buscaram aliar-se com nações que possuíssem atritos com seus rivais.

Outro  importante atrito, a chamada Questão Balcânica, gerou o evento que desencadeou a Primeira Guerra, e merece um detalhamento maior. Desde a decadência do Império Turco Otomano, a região dos Bálcãs (tome como referência de local as imediações da Grécia) estava em crise. Resumindo, o quadro de crise política na região assim se apresentava:
- A Sérvia apoiava os movimentos nacionalistas eslavos na luta contra as pretensões da Áustria em anexar a região.
- A Áustria contrariava o plano de formação de um grande país eslavo sob a liderança da Sérvia; - O Império Russo pretendia ampliar sua influência na região e obter uma saída para o Mar Mediterrâneo;
- A Turquia, como ex-potência da região, se aproximou da Alemanha e da Áustria para impedir o avanço russo.

OBS 2: Lembrem-se!! Observem que as razões da Guerra Civil Iugoslava (entre 1991 a 2001) estão relacionadas com as divergências históricas entre sérvios, croatas e bósnios, e são anteriores a Primeira Guerra Mundial. Após a fragmentação da Iugoslávia em 1991 as divergências retornaram com foco na limpeza étnica em áreas de população sérvia. O ideal de criação da Grande Sérvia ainda é a percepção e principal meta para os sérvios. Em resumo a região ainda continua um barril de pólvora no século XXI. Assim, percebe-se que a região balcânica era um verdadeiro barril de pólvora no começo do século XX. Como dizia na época: o inicio da guerra estava por uma centelha. Só faltava um pretexto para se atear fogo ao estopim nesse barril de pólvora. A fagulha ocorreu com o assassinato do herdeiro do trono austríaco, o Arquiduque Francisco Ferdinando. 

Acaso do destino ou imprudência? 
Resolveu o arquiduque visitar, no dia 28 de junho de 1914, Sarajevo, a capital da Bósnia. Esta atitude insensata do Francisco Ferdinando é comparável a hipotética visita do presidente Obama ao Iraque nos dias atuais desfilando em carro aberto. Imaginaram qual seria o resultado??
Os assassinos do arquiduque eram ligados ao movimento nacionalista sérvio, e, por isso, Áustria declarou guerra à Sérvia no dia 28 de julho do mesmo ano. A Rússia manifestou solidariedade à Sérvia, e a Alemanha declarou guerra à Rússia, no dia 1º de agosto de 1914. É a aplicação da máxima: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", lembram!!! Este horizonte de eventos desencadeou o conflito entre os países membros das duas alianças militares, arrastando o mundo para uma das mais sangrentas guerras do século XX.

Os primeiros movimentos da Guerra.
Em 3 de agosto, a Alemanha declarou guerra à França, e no dia seguinte, invadiu a Bélgica. Na frente oeste, nos primeiros meses da guerra, a iniciativa coube aos alemães, que tomaram grandes extensões dos territórios belga e francês.
Na frente leste, o exército russo parecia vitorioso, conquistando parte da Prússia Oriental (atual território da Polônia, na época pertencente a Alemanha).

As Fases da Guerra.
1ª Fase
Podemos caracterizar a fase inicial da guerra pela ocorrência de um frenético avanço de tropas conquistando territórios e pelo elevado número de mortos. Estas características fazem parte da primeira fase da guerra denominada de Guerra de Movimento. Contudo, o expressivo número de mortos nesta fase foi o motivo para a adoção de uma estratégia mais defensiva que procurava não expor os exércitos em campo aberto visando preserva-los das modernas armas de guerra e assim inicia-se uma nova fase.
 A metralhadora e o tanque  foram algumas das inovações da Primeira Guerra Mundial. A metralhadora foi a arma letal e responsável pelo grande número de mortos na primeira etapa da guerra. A utilização dos gás mostarda e  o gás de cloro foram exemplos de armas químicas empregadas durante o conflito
2ª Fase - A segunda fase seria a Guerra de Trincheiras ou Guerra de Posições. Sem condições de manter o ritmo inicial, os exércitos alemães recuaram na frente oeste e retomaram os territórios na frente leste. Depois disso, tanto as forças da Entente como as da Tríplice Aliança mantiveram as posições e sem condições de romper as linhas das forças inimigas. Esta situação perdurou até praticamente o fim da guerra.
A imagem mostra um instantâneo da guerra, soldados caminhando pelas trincheiras (utilizando máscara de gás). O grande número de baixas na primeira fase motivou uma mudança de estratégia dos exércitos ao adotar uma postura mais defensiva através das trincheiras. Milhares de quilômetros de trincheiras foram escavados por todo cenário das batalhas na Europa.
Dualidade italiana
Em maio de 1915, a Itália declarou guerra à Alemanha e à Áustria, teoricamente seus aliados. Esta atitude da Itália foi oportunista, esperava lutando ao lado da França e da Inglaterra, obter territórios nas províncias rebeldes e na África. 
O esforço de guerra começou a ser sentido pelas populações dos países em guerra. A falta de alimentos, de matérias-primas e as condições de trabalho provocaram greves, motins e levantes operários, principalmente na Alemanha.
Na frente de batalha, o quadro se modificou profundamente depois de abril de 1917. Submarinos alemães afundaram navios norte-americanos, provocando a entrada dos Estados Unidos na guerra.
Os Estados Unidos já forneciam armas, munições e alimentos aos aliados. Agora, o peso econômico-industrial “ianque” faria mudar o rumo do conflito, pois os alemães não tinham condições de materiais de continuar lutando por muito tempo. Entretanto, convém lembrar que a entrada dos EUA na guerra também se explica pelo fato de que se houvesse vitória da Alemanha, todo investimento estadunidense aplicado nos países da Entente durante os três primeiros anos da guerra estariam perdidos. A Revolução Russa corroborou para os Estados Unidos optarem em entrar no conflito. Em1917 (outubro/novembro), a Rússia saiu da guerra, depois que os bolcheviques (Revolução Russa) tomaram o poder. Este acontecimento deu condições para que a Alemanha prolongasse sua permanência na guerra por mais de um ano. Em 1918, os aliados dos alemães abandonam a guerra deixando-os sozinhos. Na Alemanha, revoltas populares, levantes de soldados e marinheiros paralisavam a máquina de guerra. Exaustos no dia 9 de novembro de 1918, o imperador Guilherme II foi derrubado e substituído por um governo provisório (social-democrata), o qual assinou o armistício (suspensão do conflito) com os aliados. A guerra havia acabado. Em janeiro de 1919, começou a Conferência de Paz de Versalhes, que se encerraria em 28 de junho.

A intransigência de Versalhes
Os Termos da Rendição: Em janeiro, o presidente dos EUA, Wilson propôs os seus famosos “14 pontos” para uma paz mais justa. Contudo a intolerância e insistência da França e da Inglaterra em exigirem reparações, invalidaram a iniciativa do presidente dos EUA. Numa conferência foi assinado o Tratado de Versalhes, que determinou o seguinte:
· Criação da Liga das Nações, para mediar diplomaticamente os conflitos internacionais. A Liga foi o embrião da ONU, porém, já surgiu com seus poderes pouco efetivos. Isso porque a Alemanha, responsabilizada pela guerra, a Rússia, abalada pela Revolução socialista e os EUA, discordantes do Tratado de Versalhes, ficaram de fora desse organismo;
· Estabelecimento de novas fronteiras. A Alemanha devolveu a Alsácia-Lorena para a França e cedeu territórios para a criação da Polônia como país independente. O território alemão ficou ainda dividido em duas porções pelo corredor polonês, para dar acesso ao mar à Polônia;
· A Alemanha perdia suas colônias e ficava obrigada a desmilitarizar e limitar o efetivo do seu exército a 100 mil homens e a desmantelar as fortificações fronteiriças;
· A Alemanha e seus aliados foram considerados responsáveis pela guerra e condenados a pagar pesadíssimas indenizações. As indenizações exigiram a entrega dos navios acima de mil toneladas e de diversos recursos naturais alemães à exploração dos países vencedores.

Evidentemente, essas imposições eram demasiado pesadas para que a Alemanha pudesse cumpri-las na sua integralidade. O presidente dos EUA, Woodron Wilson, insistentemente alertava aos líderes da Inglaterra e da França que uma rendição honrosa e viável para a Alemanha seria a garantia de uma paz duradoura, mas os teimosos líderes ingleses e franceses não acataram as recomendações de Wilson, que insistia na aprovação dos 14 pontos da sua proposta de tratado de rendição, sarcasticamente comentado por Clemanceau, representante da França: "Ora até Deus precisou de apenas 10 mandamentos, qual motivo de agora precisarmos de 14 artigos".  Assim, os anos 20 foram tremendamente difíceis para a Alemanha, devido as imposições do Tratado de Versalhes, gerando um sentimento de frustração e revanche no povo alemão. Nos termos do Tratado de Versalhes encontramos entre outras as origens da 2ª Guerra Mundial.

Outras consequências
- Após as decisões do Tratado de Versalhes os EUA adotam uma política internacional isolacionista "dando as costas" aos países da Europa.
- O Império Áustro-Húngaro também foi penalizado no Tratado de Saint-Germain, que lhe tirou a saída para o mar e reduziu drasticamente seu território.
- O Esfacelamento do Império Otomano e a crise entre palestinos e o Estado de Israel.

Judeus e Palestinos (ontem e hoje)
Quando o Império Turco Otomano foi desmembrado, após a Primeira Grande Guerra, surgem novos países e diferentes povos. Um detalhe que normalmente passa desapercebido é que a desintegração do Império Otomano vai ser a semente das futuras desavenças entre palestinos e israelenses, bastante acentuadas após a Segunda Guerra Mundial. Síria, Monte Líbano, Palestina, Meca e Medina eram parte do Império Otomano, de população majoritariamente árabe e que professavam as seguinte religiões: o islamismo, o cristianismo e o judaísmo.
O controle destes territórios, então herdados do Império Otomano, coube à Inglaterra e a França que visavam resguardar seus interesses colonialistas e portanto ignoram sistematicamente as reivindicações árabes para formar países independentes. A Liga das Nações (um arremedo do que seria a ONU), em 1922, resolve dividir a região em mandatos (territórios) que seriam administrados por França e Inglaterra por períodos determinados.
Neste mesmo ano a Carta da Liga das Nações continha uma determinação que entre os objetivos do mandato inglês na Palestina estaria a criação de um território judeu e com a condição de não ferir os interesses da população não judaíca que habitava a região. Ao passo que os paises vizinhos conquistavam sua independência a Palestina mantinha-se sob o controle britânico. Paralelamente o movimento Sionista começa a organizar a migração em massa de judeus para a Palestina deslocando a força a população árabe existente a fim de estabelecer os assentamentos judaícos. Assim, iniciam os primeiros choques violentos entres árabes e judeus provenientes da Europa Oriental. Importante ressaltar que o conflito dos anos 20 não foram de natureza religiosa, mas política. O problema está nas interpretações religiosas equivocadas de radicias sionistas e islâmicos, que infelizmente de certa forma prevalecem no inconsciente coletivo, mascaradas pelo viés político.  A partir de 1936 eclodiram várias revoltas dos palestinos, duramente reprimidas pelos ingleses, contabilizaram aos milhares entre mortos e feridos e outros milhares de presos. O partido nacional palestino exigia já desde àquela época a formação de um governo palestino autônomo. Contudo sem conseguir manter a ordem na Palestina e incapaz de conseguir um Estado aos judeus, sem ferir os direitos e causar revoltas dos palestinos, a Inglaterra entrega o mandato (território) a ONU. Esta era a constatação de que a política internacional inglesa havia fracassado. A partir de então os problemas se avolumaram chegando a seu ponto nevrálgico com a Guerra dos 6 Dias em 1967, conflito que arrefeceu as possibilidades de estabilidade na região. De lá para cá israelenses e palestinos teceram uma relação conflituosa com avanços e retrocessos, como o que está acontecendo em 2014 com o bombardeio israelense na Faixa de Gaza e aos lançamentos de foguetes pelo Hamas em Israel.  

As mudanças geopolíticas.
No novo mapa europeu criado, a partir desses tratados, surgem novos países como Hungria, Polônia, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Finlândia. Fora da Europa, surgem regiões do espólio do Império Turco-Otomano que originaram os atuais países do Oriente Médio, tais como Jordânia, Síria, Líbano, Iraque.
No âmbito das relações econômicas e sociais, a I Guerra Mundial deu aos EUA a condição de maior potência econômica mundial. Os EUA entraram na guerra como devedores e saíram como credores. A Primeira Guerra Mundial trouxe também um nefasto saldo de algo em torno de 14 milhões de mortes. Pior do que isso, essa guerra, que antes de começar dizia-se que acabaria com todas as outras guerras, apenas acirrou ainda mais os ânimos dos países europeus, uma lamentável realidade que encaminharia a II Guerra Mundial, com danos ainda maiores.
Texto extraído da net com pequenas modificações:
http://historiademestre.blogspot.com.br/search/label/PRIMEIRA%20GUERRA%20MUNDIAL




domingo, 1 de fevereiro de 2015

ÉTICA E FILOSOFIA SOCRÁTICA

O caminho para o conhecimento é interior e individual sem ser relativo. Cacau “:¬)

Adaptado por Claudio Fernando Ramos em 01/02/2015. Cacau “:¬) http://www.coladaweb.com/filosofia/socrates


A MORTE DE SÓCRATES
1 – Pequena biografia
- Filosofo grego, Sócrates nasceu em Atenas no ano de 470 a.C.
- De origem modesta, era filho de Sofronisco, escultor, e de Fenarete, parteira, com quem dizia ter aprendido a arte de obstetra de pensamentos.
- Dedicou-se inteiramente a missão de despertar e educar as consciências.
- Sempre em discussões, especialmente com os sofistas.
- Não descobrindo em si mesmo espécie alguma de sabedoria, interrogava seus interlocutores a respeito de coisas que, por hipótese, deveriam saber.
- Ao interrogá-los, verificou que não sabem o que julgam saber, e o que é mais grave, não sabem que não sabem.
- Sócrates se achava mais sábio porque pelo menos sabia que nada sabia.
- A filosofia vem de dentro para fora e sua função é despertar o conhecimento, ou seja, o Auto-conhecimento, pois a verdade está dentro de cada um.
- Para conhecer a si mesmo é preciso conhecer o outro.
- A alma do outro é como se fosse o espelho da própria alma.
- O conhecimento da própria ignorância não é a conclusão final do filosofar, mas o seu momento inicial e preparatório.
 - Nada escreveu.
- Seu pensamento é reconstituído sobre testemunhos, nem sempre concordes, de Xenofonte, de Platão e de Aristóteles.
- Participou das batalhas de Potidea  (onde salvou a vida de Alcebíades) de Delion e de Anfipolis.
- Em 399 a.C., a sua atividade e a sua vida foram finalizadas pela condenação à morte, sob a acusação de corromper os jovens contra a religião e as leis da pátria. - Denunciado, então, como subversivo, foi condenado à morte ignominiosa, tendo de beber a cicuta na prisão de Atenas em fevereiro de 399 a.C.

2 - CONHECE-TE A TI MESMO
- O “conhecer-te a ti mesmo”: inscrição de Delfos é uma advertência ao homem para que reconheça os limites da natureza humana. 
- Seus significados:
A) ter a consciência da condição humana,
B) não tentar ser mais do que é para os homens,  
C) não ser arrogante.
D) não tentar ser Deus,

3 - PROCEDIMENTOS SOCRÁTICO
3 – 1- A Ironia possui duplo aspecto:
A) refutação:
cadeia de raciocínio para provar que a base do que o outro está pensando está errado.
- Levava ao ridículo homens considerados sábios.
- O emprego da refutação para libertação do espírito é de origem eleática.
- Sócrates tira-a de Zenão, que é o criador.
- Procurava na filosofia o melhor caminho da libertação das almas do erro, do pecado e da condenação ao ciclo de nascimento.
B) maiêutica:
- A refutação faz parte da maiêutica, que é a arte de Sócrates projetar idéias, fazer nascer à verdade.
- Através da  maiêutica, Sócrates fingia ser capaz unicamente de interrogar, mas não de ensinar alguma coisa.
- Levava o interlocutor, mediante uma série de perguntas habilmente formuladas, a tomar consciência da própria ignorância e a confessá-la.
- Procura-se extrair da alma o conceito que nela permanecia oculto; conhecimentos que já possuíam sem o saber.
- O exemplo clássico da aplicação da maiêutica é encontrado no diálogo platônico intitulado Mênon, no qual Sócrates leva um escravo ignorante a descobrir e formular vários teoremas de geometria.

4 – A ÉTICA SOCRÁTICA
4 – 1- Principais pontos
- Segundo Sócrates, a Ciência (o verdadeiro conhecimento):
A) fala de ser justo em relação ao cosmos,
B) fala da modificação da alma,
C) purificando o espírito em sua unidade e totalidade,
D) tornando-nos incapaz de erros e de pecados (só erra quem não sabe).

5 – O SER VIRTUOSO
5 – 1- Intelectualismo Moral: Ciência = Virtude = Felicidade.
- Esta equação Socrática quer dizer que o bem é igual ao útil.
- As pessoas fazem o bem por interesse próprio, porque é o que vai levá-las a felicidade.
- As pessoas devem agir corretamente, pois estando no caminho certo, a tendência será a felicidade.
- Mesmo assim, eventos externos podem modificar o resultado dos eventos.
- As pessoas devem se desenvolver na virtude.
- A virtude é: 
A) um agir ótimo (força),
B) é procurar fazer o bem (coragem),
C) é o correto (justiça),
D) é o ideal (piedade).

6 – ASPECTOS MÍSTICOS DA ÉTICA
6 – 1- A virtude da alma é a sabedoria, que é o que a aproxima de Deus (sumo bem).
- A sabedoria tem haver com humildade intelectual e não com a quantidade de saber.
- O importante para a sabedoria é o que você faz, não é o que você sabe.
- A sabedoria modifica o ser e purifica a alma de forma que seus objetivos fiquem mais fáceis de serem atingidos.
- A sabedoria é o poder da alma sobre o corpo, a temperança ou o domínio de si mesmo.
- Permitindo o domínio do corpo, a temperança permite que a alma realize as atividades que lhe são próprias, chegando a ciência do bem.
- Para fazer o bem, basta, portando, conhecê-lo (quem sabe não erra).
- Todos os homens procuram a felicidade (o bem), o vício não passa de ignorância, pois ninguém pode fazer o mal voluntariamente.

Vídeo Aulas:
Aula 1: https://www.youtube.com/watch?v=n5-SXAtmPk0
Aula 2: https://www.youtube.com/watch?v=jL_OR0OaGnA