ZN-FILOSÓFICA

domingo, 14 de setembro de 2014

OS LOBOS DO PODER


Há políticos e partidos que nunca receberam, nem nunca receberão o meu voto! O RN, Estado caracterizado pelas oligarquias que desde a Ditadura Militar (e até antes) se revezam no exercício do poder, é um exemplo de atraso ...político! As cidades (Natal, São Gonçalo do Amarante, Extremoz...), o turismo, a segurança e, principalmente, a educação (penúltimo colocado no ENADE) sofrem sob a égide dos donos do poder. Esse ano não tenho um candidato (a) ainda, mas já sei em quem não vou votar! Sempre soube! É bem verdade que esses fatos (aqui elencados) não dizem respeito só ao RN (são nacionais); mas como é aqui que vivo, é sobre aqui que falo! Esse vídeo, feito quando a atual Presidenta ainda era Ministra do Governo Lula, demonstra bem a mentalidade medíocre de determinados oligarcas locais. Muitos que hoje se dizem democratas (não me refiro, necessariamente, ao partido político com o mesmo nome) ontem tiravam sorridentes fotos ao lado dos algozes nacionais (ARENA). Trechos do vídeo: "Qualquer comparação entre a Ditadura Militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor a democracia brasileira..."; "Diante da tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira..." Cacau ":¬)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

ÉTICA: Kant versus Aristóteles



Por: Claudio Fernando Ramos 11/09/2014. Cacau “:¬)


Ética Teleológica ou Deontológica?

·         Ética deontológica (Kant) - valoriza a intenção da ação, de acordo com o dever, independentemente das consequências.
·         Deontologia significa “teoria do dever” ou “estudo do que convém”, em termos de ação.
·         Agir por dever e em função de uma boa intenção são os princípios que determinam a boa ação.
·         Agir bem implica uma boa intenção e uma boa vontade.
·         A ação é boa se a intenção (razão ou motivo) for boa e se ela for pensada como boa vontade, ou seja, se for universal.
·         Será universal se o que decidirmos for bom para nós próprios e para os outros (todos).
·         Se não for uma ação egoísta ou só pensada em função de mim próprio terá uma dimensão ética, de maneira que, como diz KANT: “age de tal maneira que uses a humanidade tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro sempre como um fim e nunca simplesmente como um meio”.
·         Devemos tratar os outros como nos tratamos a nós próprios; assim se compreende a dimensão universal dos nossos atos, defendida por KANT.
·         Por isso se diz que a ética de KANT é uma Ética Formal: não indica normas concretas de conduta, mas dá indicações gerais de como devemos agir com os outros.
·         Não diz como em concreto devemos fazer para tratar os outros como “fins em si”, do tipo, como fazer para a velhinha passar a estrada, mas, em geral, sugere posturas universais aplicáveis a todas as situações (devemos tratar os outros como pessoas que têm valor por si próprias e que nunca devemos usar para nosso benefício).

·         ÉTICA TELEOLÓGICA (ARISTÓTELES) - é uma Ética consequencialista.
·         A boa ação se deve medir pelas consequências.
·         O fim da ação é o que determina todo o agir.
·         O fim último e mais importante é a felicidade.
·         Todos os homens se devem reger por esta finalidade.
·         Teleologia significa o “estudo do fim” (“teleos” significa fim; o fim da ação).
·         Em uma ação concreta, o mais importante não é saber se a intenção é boa, mas sim se teve boas consequências.
·         Por isso se diz que é uma Ética do Concreto (normativa), que diria como se deve atingir a felicidade e como se deveria ajudar a velhinha a passar a estrada.
·         Para ARISTÓTELES, o ser humano deve procurar o fim adequado à sua natureza (Humana) e esse fim é a virtude e a felicidade.
·         Nos atos humanos devemos procurar agir em equilíbrio de maneira a não prejudicar os outros.
·         Um ato virtuoso é um ato equilibrado que não peca por defeito nem por excesso.
·         Assim, a coragem excessiva pode levar à morte e a covardia pode resultar da mesma forma.
·         Neste caso a ponderação da ação com vista ao fim que se deseja é a melhor das ações, sendo o meio-termo a melhor solução.
·         Em Ética e segundo este autor, no meio é que está a virtude.

KANT E A FILOSOFIA MORAL



Adaptado de: http://www.ufrgs.br/bioetica/impercat.htm
Por: Claudio Fernando Ramos 11/09/2014. Cacau “:¬)



O Imperativo Categórico
Duas coisas me enchem o ânimo de admiração e respeito: o céu estrelado acima de mim e a lei moral que está em mim.
(Crítica da Razão Pura)

·         Essa é uma das ideias centrais para a adequada compreensão da moralidade e da eticidade.
·         Nesta proposta o pensador sintetizou o seu pensamento sobre as questões da moralidade.
·         O alemão valorizava esta ideia de lei moral. Por isso ele formulou uma das mais célebres frases a este respeito:

Várias formas, um Imperativo

Imperativo Categórico:
Age somente, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.
Kant E. Fundamentos da metafísica dos costumes. Rio de Janeiro: Ediouro, sd:70-1,79.

Imperativo Universal:
Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza.
Kant E. Fundamentos da metafísica dos costumes. Rio de Janeiro: Ediouro, sd:70-1,79.

Imperativo Prático:
Age de tal modo que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre como um fim ao mesmo tempo e nunca apenas como um meio.
Kant E. Fundamentos da metafísica dos costumes. Rio de Janeiro: Ediouro, sd:70-1,79.

Comentários
"a representação de um princípio objetivo enquanto constrange a vontade, denomina-se uma ordem da razão; e a fórmula do mando denomina-se Imperativo"(II)
Abbagnano N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970:519.

·         Kant criou o termo Imperativo, no seu livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes, escrito em 1785.
·         Esta palavra pode ser entendida, segundo alguns autores como uma analogia ao termo bíblico Mandamento.
·         Na dialética da liberdade, o homem precisa sintetizar o necessário e o possível, e tanto o necessário quanto o possível variam através da história.
·         Mas a sintetização sendo responsabilidade do próprio indivíduo existente, não há parâmetros fornecidos definitivamente.
·         E a ética da liberdade (responsável) tem o mérito de exigir constantemente o respeito a cada ser humano.
·         Quantas vezes, mesmo os que defendem a vida ou a vida humana não o fazem de maneira tão dogmática e intransigente que acabam por tratar os outros homens como apenas coisas?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MÊNON - Diálogo de Platão





Texto extraído da net.

Este é um dos menores diálogos de Platão. Nele o autor coloca Sócrates dialogando com o estudante Mênon, o qual pretende que Sócrates lhe explique o que é a virtude, se pode ser ensinada. 
Em uma certa passagem do diálogo Mênon pede ao mestre que lhe explique o porquê de sua opinião sobre o aprendizado. Pois Platão, através de Sócrates, propõe que nada aprendemos, mas apenas nos recordamos de conceitos que já sabíamos através de nossa alma. 
O Sócrates de Platão passa a demonstrar essa afirmação usando conceitos matemáticos.

No diálogo ele mostra que um escravo não precisa aprender sobre a verdade da matemática para resolver uma questão. O importante seria como esse conhecimento é retirado do próprio saber de alguém. O filósofo grego, por meio de algumas indagações, faz lembrar no escravo algo nunca ensinado. Essa passagem marcante no pensamento ocidental resgata uma preocupação antiga, mas extremamente atual, se a nossa atenção estiver voltada para um certo tipo de sociedade, que, para Platão, deve ter a participação de seus habitantes. O discípulo de Sócrates entendia que o ideal de educação é formar um indivíduo cidadão atuante na sua comunidade, que não seja apenas centrado em si mesmo.

No Mênon, a discussão que Platão propõe sobre a virtude não chega a um termo. Mas, com isso, ele quer mostrar a dificuldade que envolve a questão. A preocupação inicial de Mênon, quando pergunta a Sócrates se a virtude pode ser ensinada ou adquirida pelo hábito, será convertida gradualmente numa questão central e anterior a todas aquelas apresentadas pelo Mênon, ou seja, o que é a virtude. Platão, no entanto, prefere deixar a questão em aberto, alertando para o ponto principal de qualquer investigação, isto é, é preciso antes de mais nada que se defina a coisa de que se está falando. Assim, não basta dizer que há várias virtudes, mas é preciso que se encontre uma definição que valha para todas as virtudes.

O diálogo

Mênon: - Seja, Sócrates! Entretanto, o que é que te leva a dizer que nada aprendemos e que o que chamamos de saber nada mais é do que recordação? Poderias provar-me isso?
Sócrates: - Não faz muito, excelente Mênon, que te chamei de habilidoso! Perguntas se te posso ensinar, quando agora mesmo afirmei claramente que não há ensino, mas apenas reminiscência; estás procurando precipitar-me em contradição comigo mesmo!
Mênon: - Não, por Zeus, caro Sócrates! Não foi com essa intenção que fiz a pergunta, mas apenas levado pelo hábito. Todavia, se te é possível mostrar-me de qualquer modo que as coisas de fato se passam assim como o dizes, demonstra-mo, pois esse é o meu desejo!
Sócrates: - Não é uma tarefa fácil o que pedes; fá-la-ei, entretanto, de boa vontade, por se tratar de ti. Chama a qualquer um dos escravos que te acompanham, qualquer um que queiras, a fim de que por meio dele eu possa fazer a demonstração que pedes.
Mênon: - Com prazer. (Dirigindo-se a um de seus escravos moços): Aproxima-te!
Sócrates: - Ele é grego e fala grego?
Mênon: - Sim; nasceu em minha casa.
Sócrates: - Então, caro Mênon, presta bem atenção, e examina com cuidado se o que ele faz com meu auxílio é recordar-se ou aprender.
Mênon: - Observarei com cuidado.
Sócrates: - (Voltando-se para o escravo ao mesmo tempo que traça no solo as figuras necessárias à sua demonstração): Dize-me, rapaz: sabes o que é um quadrado?
Escravo: - Sei.
Sócrates: - Não é uma figura, como esta, de quatro lados iguais?
Escravo: - É.
Sócrates: - E estas linhas, que cortam o quadrado pelo meio, não são também iguais?
Escravo: - São.
Sócrates: - Esta figura poderia ser maior ou menor, não poderia?
Escravo: - Poderia.
Sócrates: - Se, pois, este lado mede dois pés e este também dois pés, quantos pés terá a superfície deste quadrado? Repara bem: se isto for igual a dois pés e isso igual a um pé, a superfície não terá de ser o resultado de uma vez dois pés?
Escravo: - Terá.
Sócrates: - Mas este lado mede também dois pés; portanto a superfície não é igual a duas vezes dois pés?
Escravo: - É.
Sócrates: - A superfície por conseguinte mede duas vezes dois pés?
Escravo: - Mede.
Sócrates: - E quanto iguala duas vezes dois pés? Conta e dize!
Escravo: - Quatro, Sócrates.
Sócrates: - E não nos seria possível desenhar aqui uma outra figura, com área dupla e de lados iguais como esta?
Escravo: - Sim, seria.
Sócrates: - E quantos pés, então, mediria a sua superfície?
Escravo: - Oito.
Sócrates: - Bem; experimenta agora responder ao seguinte: que comprimento terá cada lado da nova figura? Repara: o lado deste mede dois pés, quanto medirá, então, cada lado do quadrado de área dupla?
Escravo: - É claro que mede o dobro daquele.
Sócrates: - (A Mênon): Vês, caro Mênon, que nada ensino, e que nada mais faço do que interrogá-lo? Este rapaz agora pensa que sabe quanto mede a linha lateral que formará o quadrado de oito pés. És da minha opinião?
Mênon: - Sou.
Sócrates: - Mas crês que ele de fato saiba?
Mênon: - Não, não sabe.
Sócrates: - Mas ele está convencido de que o quadrado de área dupla tem também o lado duplo, não é?
Mênon: - Está, sem dúvida.
Sócrates: - Observa como ele irá recordando pouco a pouco, de maneira exata. Responde-me (disse voltando-se para o escravo): tu dizes que uma linha dupla dá origem a uma superfície duas vezes maior? Compreende-me bem: não falo de uma superfície longa de um lado e curta de outro. O que procuro é uma superfície como esta, igual em todos os sentidos, mas que possua uma extensão dupla, ou mais exatamente, de oito pés. Repara agora se ela resultará do desdobramento da linha.
Escravo: - Creio que sim.
Sócrates: - Será, pois, sobre esta linha que se construirá a superfície de oito pés, se traçarmos quatro linhas semelhantes?
Escravo: - Sim.
Sócrates: - Desenhemos então os quatro lados. Esta é a superfície de oito pés?
Escravo: - É.
Sócrates: - E agora? Não se encontram, porventura, dentro dela estas quatro superfícies, das quais cada uma mede quatro pés?
Escravo: - É verdade!..
Sócrates: - Mas então? Qual é esta área? Não é o quádruplo?
Escravo: - Necessariamente.
Sócrates: - O duplo e o quádruplo são a mesma coisa?
Escravo: - Nunca, por Zeus!
Sócrates: - E que são, então?
Escravo: - Duplo significa duas vezes; e quádruplo, quatro vezes.
Sócrates: - Por conseguinte, esta linha é o lado de um quadrado cuja área mede quatro vezes a área do primeiro?
Escravo: - Sem dúvida.
Sócrates: - E quatro vezes quatro dá dezesseis, não é?
Escravo: - Exatamente.
Sócrates: - Mas, então, qual é o lado do quadrado da área dupla? Este lado dá o quádruplo, não dá?
Escravo: - Sim.
Sócrates: - A superfície de quatro pés quadrados tem lados de dois pés?
Escravo: - Tem.
Sócrates: - O quadrado de oito pés quadrados é o dobro do quadrado de quatro e a metade do quadrado de dezesseis pés, não é?
Escravo: - É.
Sócrates: - E seu lado, então, não será maior do que o lado de um e menor do que o de outro desses dois quadrados?
Escravo: - Será.
Sócrates: - Bem; responde-me: este lado mede dois pés e este quatro?
Escravo: - Sim.
Sócrates: - Logo, o lado da superfície de oito pés quadrados terá mais do que dois e menos do que quatro pés.
Escravo: - Tem.
Sócrates: - Experimenta, então, reponder-me: qual é o comprimento desse lado?
Escravo: - Três pés.
Sócrates: - Pois bem: se deve medir três pés, deveremos acrescentar a essa linha a metade. Não temos três agora? Dois pés aqui, e mais um aqui. E o mesmo faremos neste lado. Vê!, agora temos o quadrado de que falaste.
Escravo: - Ele mesmo.
Sócrates: - Repara, entretanto: medindo este lado três pés e o outro também pés, não se segue que a área deve ser três pés vezes três pés?
Escravo: - Assim penso.
Sócrates: - E quanto é três vezes três?
Escravo: - Nove.
Sócrates: - E quantos pés deveria medir a área dupla?
Escravo: - Oito.
Sócrates: - Logo a linha de três pés não é o lado do quadrado de oito pés, não é?
Escravo: - Não, não pode ser.
Sócrates: - E então? Afinal, qual é o lado do quadrado sobre que estamos discutindo? Vê se podes responder a isso de modo correto! Se não queres fazê-lo por meio de contas, traça pelo menos na areia a sua linha.
Escravo: - Mas, por Zeus, Sócrates, não sei!
Sócrates: - (Voltando-se para Mênon): Reparaste, caro Mênon, os progressos que a sua recordação fez? Ele de fato nem sabia e nem sabe qual é o comprimento do lado de um quadrado de oito pés quadrados; entretanto, no início da palestra, acreditava saber, e tratou de responder categoricamente, como se o soubesse; mas agora está em dúvida, e tem apenas a convicção de que não o sabe!
Mênon: - Tens razão.
Sócrates: - E agora não se encontra ele, não obstante, em melhores condições relativamente ao assunto?
Mênon: - Sem dúvida!
Sócrates: - Despertando-lhe dúvidas e paralisando-o como a tremelga, acaso lhe causamos algum prejuízo?
Mênon: - De nenhum modo!
Sócrates: - Sim, parece-me que fizemos uma coisa que o ajudará a descobrir a verdade! Agora ele sentirá prazer em estudar este assunto que não conhece, ao passo que há pouco tal não faria, pois estava firmemente convencido de que tinha toda razão de dizer e repetir diante de todos que a área dupla deve ter o lado duplo!
Mênon: - É isso mesmo.
Sócrates: - Crês que anteriormente a isto ele procurou estudar e descobrir o que não sabia, embora pensasse que o sabia? Agora, porém, está em dúvida, sabe que não sabe e deseja muito saber!
Mênon: - Com efeito.
Sócrates: - Diremos, então, que lhe foi vantajosa a paralisação?
Mênon: - Como não!
Sócrates: - Examina, agora, o que em seguida a estas dúvidas ele irá descobrir, procurando comigo. Só lhe farei perguntas; não lhe ensinarei nada! Observa bem se o que faço é ensinar e transmitir conhecimentos, ou apenas perguntar-lhe o que sabe. (E, ao escravo): Responde-me: não é esta a figura de nosso quadrado cuja área mede quatro pés quadrados?
Escravo: - É.
Sócrates: - A este quadrado não poderemos acrescentar este outro, igual?
Escravo: - Podemos.
Sócrates: - E este terceiro, igual aos dois?
Escravo: - Podemos.
Sócrates: - E não poderemos preencher o ângulo com outro quadrado, igual a estes três primeiros?
Escravo: - Podemos.
Sócrates: - E não temos agora quatro áreas iguais?
Escravo: - Temos.
Sócrates: - Que múltiplo do primeiro quadrado é a grande figura inteira?
Escravo: - O quádruplo.
Sócrates: - E devíamos obter o dobro, recordaste?
Escravo: - Sim.
Sócrates: - E esta linha traçada de um vértice a outro da cada um dos quadrados interiores não divide ao meio a área de cada um deles?
Escravo: - Divide.
Sócrates: - E não temos assim quatro linhas que constituem uma figura interior?
Escravo: - Exatamente.
Sócrates: - Repara, agora: qual é a área desta figura?
Escravo: - Não sei.
Sócrates: - Vê: dissemos que cada linha nestes quatro quadrados dividia cada um pela metade, não dissemos?
Escravo: - Sim, dissemos.
Sócrates: - Bem; então quantas metades temos aqui?
Escravo: - Quatro.
Sócrates: - E aqui?
Escravo: - Duas.
Sócrates: - E em que relação aquelas quatro estão para estas duas?
Escravo: - O dobro.
Sócrates: - Logo, quantos pés quadrados mede esta superfície?
Escravo: - Oito.
Sócrates: - E qual é seu lado?
Escravo: - Esta linha.
Sócrates: - A linha traçada no quadrado de quatro pés quadrados, de um vértice a outro?
Escravo: - Sim.
Sócrates: - Os sofistas dão a esta linha o nome de diagonal e, por isso, usando esse nome, podemos dizer que a diagonal é o lado de um quadrado de área dupla, exatamente como tu, ó escravo de Mênon, o afirmaste.
Escravo: - Exatamente, Sócrates!