ZN-FILOSÓFICA

domingo, 27 de julho de 2014

A GRANDE MÍDIA E SEUS PATRIOTAS UFANISTAS


Por: Claudio Fernando Ramos, 27/07/2014. Cacau “:¬)


Definição de Galvão Bueno sobre o quinto lugar de Felipe Massa no Grande Prêmio da Hungria na manhã do dia 27/07/2014: “Grande Resultado de Massa depois de muita luta!” Essa preposição perde totalmente o sentido quando ficamos sabendo que Massa largou em sexto e ainda foi beneficiado por uma das interrupções da corrida. Detalhe, nessa mesma corrida o piloto inglês da Mercedes Lewis Hamilton largou dos boxes, em outras palavras, um pouco pior do que o último, e chegou em terceiro. Isso ocorreu porque no treino de sábado (26/07/2014) seu carro pegou fogo. Agora responda: quem será que lutou de fato? Se isso fosse futebol o placar teria sido bem mais elástico do que o vexatório 7x1. Não bastassem às novelas, até no esporte temos que conviver com essa mídia viciada em criar falsas referências. Cacau “:¬)
   

RENÉ DESCARTES ( 1596/ 1650)




 


O filósofo das ideias claras e distintas!

Introdução



- Espetáculo Verborrágico – quando todos, de qualquer forma, têm a pretensão do saber.

- Isonomia Cognitiva – a razão é a coisa mais bem distribuída entre os homens.

- Característica Inata da Espécie Humana – nenhum homem possui mais ou menos razão.

- A Origem do Falso – falta de um fundamento seguro, sem o qual a verdade não se absolutiza nem se universaliza.



A) Teoria do Conhecimento



- Também conhecida como: gnosiologia (gnose = conhecimento) e epistemologia (episteme = ciência).

- Racionalismo ou Empirismo? – o conhecimento é possível somente por intermédio impreterível da razão ou também faz o uso imprescindível dos sentidos?

- Sujeito ou Objeto? – a importância no processo de conhecer deve recair sobre o sujeito ou sobre o objeto do conhecimento?

- Realismo (res = coisa) ou Idealismo? – espectador ou protagonista no desvelar o universo?



B) Duvida Hiperbólica



- Também conhecida como Dúvida Exagerada.

- Tudo é posto sob o crivo da razão: o ser, a realidade e a divindade.



C) O Cogito



- Cogito Ergo Sum – penso logo existo!

- Fim das dúvidas – pode-se duvidar de tudo, menos do pensamento.

- Todo conhecimento possível é humano.



D) O Que Existe Enquanto Substância



- Res Cogitas (espírito) – substância pensante, imperfeita, finita e dependente.

- Res Divina (Deus) – substância eterna, perfeita, infinita, que pensa e é independente.

- Res Extensa (matéria) – substância que não pensa, extensa, imperfeita, finita e dependente.



E) Método (caminho)



- Evidencia – clareza e distinção dos princípios inteligíveis (plano das ideias).

- Análise – decompor as representações imediatas em representações mais simples (a fim de organizar e ordenar os fatos).

- Síntese – passo seguinte à decomposição, ou seja, reordenação sistemática dos fatos.

- Enumeração – verificação geral do processo (evita falhas, garantindo a correta análise).



F) Do Falso ao Absoluto



- Ideias Adventícias (o que vem de fora):

a) Representações oriundas dos sentidos.

b) Juízos formulados a partir das coisas e não da compreensão.

c) Ideias que demonstram a aparência das coisas (sentidos), não o que ele é.



- Ideias Fictícias (imaginação):

a) Nascem a partir de ideias adventícias.

b) Formam situações sem nenhuma correspondência com a realidade.

c) Instrui nada sobre coisa nenhuma.



- Ideias Inatas (apriorismo):

a) São princípios simples por si mesmos.

b) São princípios de índole matemática.

c) Não são coisas (res = coisas) – manifestam-se ao “espírito” por intuição (figuras geométricas).

d) Nos permitem conhecer os objetos particulares (res extensa).

e) São deduzidas e demonstradas apenas racionalmente.

f) São a marca do Criador em nosso “espírito”.



G) Deus, Ser Necessário



- O homem consciente de suas limitações.

- Mundo Inteligível – somente pelas representações do “espírito” se conhece as coisas.



H) Conclusão



- Conhecimento de Fato (absoluto e universal) só é possível observando determinados critérios: inatismo, racionalismo, idealismo e uma geometrização do pensamento.

- O homem é sujeito pensante e ativo no processo.

- Consequências e responsabilidades são sempre humanas.

- Deus ajuda, mas é sempre por meio de uma intervenção que não pode ser evidenciada (seus projetos não podem ser conhecidos).



I) Vida



- Nasceu na França, era de família nobre.

- Viajou muito a fim de procurar a Verdade no mundo.

- Influenciado pelo Cardeal Bérulle, dedica-se ao estudo da filosofia (estudou em escola jesuíta).

- Em 1629, evitando problemas com a Inquisição, vai para a Holanda e passa a dedicar a física e a matemática.

- Em 1637, retoma seus estudos de filosofia.

- Deixou muitos livros e inúmeras cartas, sendo famosas as cartas filosóficas à princesa Elisabeth (Alemanha) e à rainha Cristina da Suécia.

- Morre em 1650 em Estocolmo devido ao rigor do inverno.

- René Descartes, foi considerado o “pai da filosofia moderna”.



J) Principais Obras



- O discurso sobre o método

- As meditações

- Regras para direção do Espírito

- Carta Prefácio

- As paixões da Alma

- Todos os seus livros foram colocados no Index em 1662.


sábado, 19 de julho de 2014

A IMPOTÊNCIA DA INVEJA



Por: Claudio Fernando Ramos, 19/07/2014. Cacau “:¬)

Por inveja Caim matou Abel.
 Toda inveja nasce de uma incapacidade! Um tolhimento, um limite extremo, externo ou interno, às vezes os dois. Mas, não há mal que não se cure; assim como não há bem que não se anule; digo isso levando em conta apenas os aspectos humanos da referida proposição. Assim sendo, concluímos que toda inveja é finda! O seu fim se dará no exato momento em que os labores diários não sejam mais, equivocadamente, direcionados para angariar os efêmeros bens e as ilusórias glórias do existir. Toda força deve convergir, implacavelmente, para que se conquiste e, mais importante ainda, mantenha-se a dignidade humana. Que cada um “saiba a dor a delícia ser o que é”; porque no fim, todos são... Devemos sempre ter em mente que quando o ser e o vir-a-ser encontram-se totalmente desprovidos de qualquer dignidade humana, os subvalores que normalmente atribuímos aos invejosos, devem também ser arrolados na conta dos invejados. Porque nesse caso (indignos que são), não há limites seguros para que tracemos a linha que deveria separá-los, distinguindo-os uns dos outros. Cacau “:¬)     
 

Estética

A finalidade da arte bem pode ser o da própria arte, ou seja, ela possui um fim em si mesma. Todavia, não há nada que impeça que a mesma sirva a elementos ideológicos diversos, sem que com isso sofra, necessariamente, alguma descaracterização essencial. Cacau “:¬) Julho 2014.