ZN-FILOSÓFICA

domingo, 30 de setembro de 2012

LOBO NÃO COME LOBO!





Adaptado por: Claudio Fernando Ramos em 30/09/2012

                                    Quer ver um povo diferente? Aproxime-se dos Tricolores!

                                                     Disputas sim, inimizades jamais.





                                  Eu e o amigo Rogério (Ex- Madureira) em domingo de Fla Flu.


Hoje é o dia do mais tradicional. Hoje é o dia do mais charmoso. Hoje é o dia em que “pai” e “filho” se encontram. Hoje é o dia em que Lobo não come Lobo. Hoje é dia de Fla x Flu.

                     A maior torcida (Fla), a torcida mais charmosa(Flu).
"Batizado pelo jornalista Mário Rodrigues Filho, de "O Clássico das Multidões". O clássico bateu o recorde mundial de público de partidas entre clubes: 194.603 espectadores, na final do Campeonato Carioca de 1963, vencida pelo Flamengo com um empate sem gols. É considerado por especialistas em futebol e por grande parte da mídia esportiva como um dos clássicos mais charmosos do mundo. O primeiro Fla-Flu, em 7 de julho de 1912, já deu uma noção do que seria a história deste clássico, pois mesmo o Fluminense tendo perdido nove titulares que foram abrir o departamento de futebol de seu rival, ganhou por 3 a 2 (primeiro gol da história do Fla-Flu, de E. Calvert, do Fluminense, a um minuto de jogo), marcando desde o início este confronto, como clássico de grandes imprevisibilidades, de futebol alegre e ofensivo, festa de cores das grandes torcidas, praticamente um carnaval fora de época."

                                                      Disputa até na mais improvável das bolas.
Por tudo isso e muito mais, teremos hoje na Cidade Maravilhosa, mais um domingo de festas; e no restante do país, um dia de comemorações.

                                                         Um encontro para ânimos resolutos.


                                                                Praia da Redinha em domingo de Fla Flu. A amizade nunca perde, só empata.

Brasileirão 2012, segundo turno.
Cacau “:¬)

 

sábado, 29 de setembro de 2012

Etica e Moral


Moral e Ética: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade

                                          O controle e equilíbrio do certo e do errado.



A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.

Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.


Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses atos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente.
Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.


Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apoia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.
Por: THIAGO FIRMINO SILVANO - Acadêmico do Curso de Direito da UNISUL em 15/01/2007

Vídeo Sobre Ética e Moral (youtube):


Karl Marx e a sua Filosofia Social

Karl Marx e a Teoria da Dialética

(Contribuição original à filosofia de Hegel)


A recente crise financeira que abalou os mercados comerciais do mundo todo e que, muito provavelmente, em maior ou menor grau, provocará uma recessão econômica em escala global, em nada surpreenderia Karl Marx (1818-1883), que, no século 19, previu abalos semelhantes. No entanto, diferente da análise de Marx, as crises parecem, hoje, ser mais um processo de acomodação do sistema capitalista do que o prenúncio de seu fim, como queria o pensador alemão na época. Contradições como estas são lugares comuns na leitura da extensa e complexa obra de Marx. Se, depois da queda do muro de Berlim e da falência dos regimes socialistas no Leste Europeu, no final da década de 1980, foi o próprio marxismo que entrou em crise, pode-se, apesar disso, dizer que é impossível entender o século 20 e, também, entrar no século 21 sem conhecer as revolucionárias ideias de Marx. Por que, afinal, Marx é tão importante e controverso? Será que suas ideias continuam atuais?

Ao final das Teses contra Feuerbach (1845), Marx escreveu sua célebre frase: "Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de várias formas; cabe transformá-lo". E, realmente, poucos teóricos realizam tal proeza: foi com base em suas teorias que, por mais de 50 anos, o mundo esteve dividido em dois antagônicos blocos políticos e econômicos, um capitalista e outro socialista. Nas mãos de políticos e estudiosos marxistas, o pensamento de Marx converteu-se em doutrina que, ainda hoje, orienta partidos políticos no Brasil, como o PCdoB e o PSOL, e movimentos sindicais e populares, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra). Mas, em sua maior parte, a doutrina marxista é de "segunda mão", ou seja, originária de interpretações dadas por dirigentes soviéticos como Lênin, Trotsky e Stálin, ou o chinês Mao Tsé-Tung. Poucos, na verdade, se aventuraram a desbravar a obra de Marx, que trouxe contribuições originais para a filosofia, a sociologia, a economia política e a história.

Método dialético

Para os filósofos gregos, dialética era a arte do diálogo. Para um dos filósofos mais influentes na carreira de Marx, Hegel, dialética é uma forma de pensar a realidade em constante mudança por meio de termos contrários que dão origem a um terceiro, que os concilia.

A dialética compõe-se, assim, de três termos: tese; antítese e síntese.

Tese (A) é uma afirmação; antítese (B), é uma afirmação contrária, e síntese (C), como o nome indica, é o resultado da síntese entre as duas primeiras. A síntese supera a tese e a antítese (portanto, é algo de natureza diferente), ao mesmo tempo em que conserva elementos das duas e conduz a discussão, nesse processo, a um grau mais elevado. E, na sequencia, dá origem a uma nova tese, que inicia novamente o ciclo. Por exemplo, eu tenho uma idéia a respeito de algo, é minha tese (A): "Países com climas quentes são melhores para se viver". Meu interlocutor não concorda e contra-argumenta: "Não, são países com climas frios que são melhores para se viver". Esta é a antítese (B). Depois de alguma discussão, chegamos a uma conclusão - a síntese (C): "Países com climas amenos são mais agradáveis para se morar." Pode parecer bobagem, mas é justamente assim que, em nosso cotidiano, usamos a dialética mesmo sem o saber, toda vez que conciliamos ideias opostas - em casa, no trabalho, na comunidade, etc. - em assuntos diversos. E é por isso que nos jornais que lemos costumamos encontrar ao menos dois pontos de vistas divergentes sobre um determinado tema, para que possamos fazer uma síntese do que de melhor cada um deles nos apresenta. A originalidade de Hegel foi fazer desta lógica dialética uma lógica do ser, isto é, que rege o próprio modo de ser das coisas que, para ele, é um perpétuo vir-a-ser, um realizar-se contínuo. Assim, também, a própria história, em que o Estado moderno seria a síntese de interesses em conflito entre família e sociedade civil, segundo Hegel.

Ditadura do proletariado

Marx achava que a dialética de Hegel estava de "cabeça para baixo" e era preciso corrigi-la. Isso porque Hegel, grosso modo, era idealista, isto é, via a Razão como determinante da realidade objetiva, enquanto Marx era materialista e pensava justamente o contrário: que era o mundo material que condicionava a idéia que fazíamos dele. Por isso, ele desenvolveu uma interpretação que ficou conhecida como materialismo dialético. O que Marx trouxe de original foi uma análise dialética das relações sociais e econômicas (as bases materiais e concretas da sociedade) que formavam uma estrutura que explicava fatos históricos e culturais. Diferente de Hegel, ele escrevia em meio à Revolução Industrial, em que uma massa de trabalhadores vivia em condições deploráveis nas grandes cidades, o que estimulava o crescimento de movimentos socialistas e anarquistas em toda a Europa. A sociedade capitalista, segundo Marx, funcionava com base no antagonismo entre duas classes: a burguesia, que detinha os modos de produção (fábricas, empresas, terras, comércio, etc.), e o proletariado, trabalhadores que vendiam sua força de trabalho. Na dialética marxista, a burguesia seria a tese - e o proletariado, sua antítese. A síntese seria a superação da sociedade de classes por uma sem classes, o comunismo. As crises do capitalismo, então, decorreriam dos conflitos entre burguesia e proletariado, e seriam o prenúncio de uma superação dialética da economia política. Ao assumirem seu papel histórico e dialético, os trabalhadores instituiriam, no lugar do sistema capitalista, a ditadura do proletariado, que seria um Estado provisório a ser superado pelo comunismo. Na prática, no entanto, a ditadura do proletariado não passou de... ditadura.

Marx, hoje

Apesar da sociedade comunista não ter advindo, em parte porque os trabalhadores constituíram uma nova classe, a classe média, e vivem mais preocupados em conseguir um bom emprego, casa, carro e luxos da vida moderna, as teorias de Marx preservam muito de sua força. Toda vez que achamos que alguma coisa está errada em uma sociedade em que uma minoria tem muito dinheiro e a maior parte da população vive em dificuldade, e que os sonhos de consumo nos tornam apenas mais vazios, estamos pensando na companhia de Marx.

O que ler

A obra mais importante de Karl Marx é O Capital (Editora Civilização Brasileira, em 3 tomos). Porém, por se tratar de um livro difícil para pessoas não-treinadas em economia, seria melhor começar pelo Manifesto Comunista, escrito em parceria com Engels. A coleção Os Pensadores traz uma coletânea de textos do autor. Sobre dialética, leiam O que é dialética (Brasiliense), de Leandro Konder.
http://educacao.uol.com.br/filosofia/marx-teoria-da-dialetica.jhtm
Vídeo: Clássicos da Sociologia Karl Marx

domingo, 23 de setembro de 2012

Os Fatos Sociais


Liberdade - Esse utópico sonho da natureza humana
(Sociologia)

Adaptado por: Claudio Fernando Ramos - Setembro 2012
Fatos Sociais Fatos sociais são fenômenos ou eventos que por sua natureza possuem o poder de exercer algum tipo de coerção sobre o indivíduo, sendo estes eventos independentes e exteriores ao indivíduo e estabelecidos em toda a sociedade.
Um grande teórico e sistematizador da sociologia (tido por muitos como um dos pais da sociologia moderna)*, define em um de seus livros que o objeto de estudo da Sociologia deve ser o fato social; pois ele deriva da vida em sociedade, que é caracterizada pelo conjunto de fatos sociais estabelecidos.
Define-se como fatos sociais as normas jurídicas, morais/éticas, dogmas religiosos e científicos, sistemas políticos e financeiros, maneiras de agir, costumes...  Enfim, todo um conjunto de eventos, exteriores ao indivíduo e aplicáveis a toda a sociedade, que são capazes de condicionar ou até determinar suas ações; sendo estes eventos dotados de existência própria, ou seja, independentes de manifestações individuais. No entanto, devemos ressaltar que nem todo fato comum em determinada sociedade pode ser considerado fato social, não é a generalidade que serve para caracterizar estes fenômenos sociológicos, mas sim a influência dos padrões sociais e culturais, da sociedade como um todo, sobre o comportamento dos indivíduos que integram esta sociedade. Como exemplo podemos citar o alto índice de suicídios em países do chamado primeiro mundo; não são apenas fatos individuais e particulares que levam esses indivíduos ao suicídio, mas toda a cultura e a formação social desses países; se considerássemos outra cultura e outros padrões sociais, talvez esses indivíduos, com as mesmas frustrações particulares, não optassem pelo suicídio. Este fenômeno pode ser considerado não apenas um fato social, mas também, um fato psicológico. Fatos sociais não devem ser confundidos com os fenômenos orgânicos e nem com os psíquicos, que constituem um grupo distinto de fatos observados por outras ciências.
Os fatos Sociais apresentam características peculiares: coercitividade – característica relacionada com o poder, ou a força, com a qual os padrões culturais de uma sociedade se impõem aos indivíduos que a integram, obrigando esses indivíduos a cumpri-los. Exterioridade – relaciona-se ao fato de esses padrões culturais serem exteriores ao indivíduo e independentes de sua consciência. Generalidade – os fatos sociais são coletivos, ou seja, eles não existem para um único indivíduo, mas para todo um grupo, ou sociedade. Cacau “:¬) 
*As Regras do Método Sociológico (1895) Obra do frances Émile Durkheim (1858-1917)

OBS: Os endereços abaixo (links) te levará para vídeos (sequênciais) de sociologia sobre a vida e o pensamento de Émile Durkheim.

http://www.youtube.com/watch?v=dRITMrh-Ls4&feature=related 

http://www.youtube.com/watch?v=PMuerpiJ1vM 

http://www.youtube.com/watch?v=HibQAuFHG6U 

http://www.youtube.com/watch?v=-UMPPbYAqQ8