ZN-FILOSÓFICA

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Conhecimento Científico





Um problema muito comum com o qual nos deparamos quando falamos sobre conhecimento científico é a visão deturpada que permanece na cabeça de muita gente: somente grandes gênios são capazes de fazer ciência. A ciência é vista como atividade de um pesquisador, geralmente imaginado como um cientista maluco, isolado do mundo, um CDF, um "nerd", que passa os dias trancafiado num laboratório, fazendo experimentos para descobrir alguma geringonça diferente das máquinas existentes. Vejam, por exemplo, a imagem do cientista nas revistas em quadrinhos: o modelo de cientista é o professor Pardal, ou nos programas infantis de TV, o cientista é representado pelo Dexter, com o seu laboratório mirabolante.

Ao lado dessa concepção de cientista existe uma outra não menos pior: a idéia de que todo mundo faz pesquisa científica. Virou moda. É muito comum se falar nas escolas, nas empresas, nos livros ... que hoje a grande solução dos problemas e o diferencial no perfil do profissional é a pesquisa. O aluno, o professor, o profissional, todo mundo deve ser um pesquisador. Muitas vezes, sem ser preparado para isso. Lembremos os famosos trabalhos, chamados de pesquisas, que nós fizemos na escola: o professor dava um tema e nós copiávamos dos livros e revistas, muitas vezes sem entender sequer o significado do que estava sendo transcrito. Hoje, a "pesquisa" mudou: algumas pessoas acham que basta "pesquisar" alguns sites e fazer uma boa montagem das informações disponibilizadas pelos recursos da tecnologia via Internet, a conhecida "cola virtual".

Gosto da idéia de que para se construir conhecimento científico é preciso ter inspiração e muita transpiração. Não precisa ser maluco ou nerd. Não precisa ser um sujeito especial, com rituais e espaços especiais. É necessário saber que conhecimento científico exige método de estudo e pesquisa. Portanto, é um conhecimento metódico. Método é caminho, é estrada para se chegar a algum lugar. Quem caminha sem definir o rumo, pode chegar a um lugar indesejado. Não se faz conhecimento científico como quem vai à feira. Não basta ler um ou outro livro. A leitura de vários livros acadêmicos sobre o assunto é algo indispensável para poder comparar, avaliar as diferentes idéias sobre a questão.

O conhecimento científico é um dos tipos de conhecimento usados por nós para estudarmos os acontecimentos, os fenômenos da natureza, os fatos sociais, o nosso organismo etc. de forma organizada, sistematizada e metódica. Enquanto o senso comum está baseado nas experiências cotidianas, sem aprofundamento e ligado aos dados captados imediatamente, sem reflexão, o conhecimento científico depende da organização metódica das informações e da interpretação desses dados.

No entanto, isso não significa que o senso comum seja um conhecimento sem valor e sem sentido. Pelo contrário, o senso comum tem um sentido vital muito grande. Ele é fruto de uma organização, mesmo que superficial e sem análise profunda, das idéias adquiridas no cotidiano das pessoas.

A ciência também se caracteriza por ter objetos específicos a serem pesquisados. Cada área do conhecimento científico (sociologia, biologia, geografia etc.) possui o seu objeto de estudo específico exatamente para aprofundar o máximo possível na sua pesquisa. A extensão da realidade é muito grande, o que leva cada ciência a escolher (definir) uma parte dessa realidade para ser seu objeto (questão) de estudo. Porém, hoje há uma tendência muito forte que busca interligar os conhecimentos científicos adquiridos para se evitar que cada ciência fique isolada. Os pesquisadores estão procurando trabalhar de forma conjunta para que as descobertas de uma área contribuam no aperfeiçoamento das outras áreas do conhecimento científico.

O importante em nossa reflexão sobre o conhecimento científico é o reconhecimento da necessidade de todo profissional ter uma sólida formação acadêmica. O conhecimento científico constitui uma base para o profissional agir conscientemente, sem achismos, sem preconceitos, sem decisões fundamentadas no "ouvi dizer". A sua prática será refletida e pesquisada continuamente, o que garantirá uma visão mais ampla da realidade vivida.


ASSIM PENSAMOS, POR ISSO DISCORDAMOS!


 Por: Claudio Fernando Ramos 29/11/2013. Cacau ":¬)
Essa imagem faz parte das redes sociais e seus besteiróis. Discordamos não da imagem, mas sim das palavras nela contida. Pois para essa árdua tarefa não existem heróis, basta que haja ética. Nesse caso, Joaquim Barbosa, pode tanto quanto qualquer um. Mais um detalhe, se os negros tivessem sido "libertos" por uma branca, o dia da consciência negra não seria comemorado em 20 de Novembro, mas sim em 13 de maio. Valeu Zumbi!!!! Assim pensamos! Cacau ":¬)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Zeca Pagodinho



Por: Claudio Fernando Ramos 27/11/2013. Cacau “:¬)
1 – O início

“Tente ser uma pessoa de valor, não de sucesso”. (Einstein)
·         Zeca Pagodinho, nome artístico de Jessé Gomes da Silva Filho, (Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1959).
·         Filho de Iréia e Jessé, Zeca nasceu em Irajá, suburbio do Rio. 
·         Desde pequeno passou a frequentar rodas de samba no Irajá, Del Castilho, Madureira...
·         O início de tudo foi o tradicional bloco Cacique de Ramos; sob o apoio de sua madrinha, Beth Carvalho.
·         Logo ganhou novo sobrenome, inspirado na “Ala do Pagodinho”, do Bloco Boêmios do Irajá.

2- A Vontade
A vontade é o que há de mais essencial no mundo; ela se manifesta em toda a natureza e nos corpos animais, independentemente de serem eles possuidores ou não da faculdade de razão. (Schopenhauer)
·          O artista, que começou sua carreira nas rodas de samba dos bairros subúrbio do Rio de Janeiro: Irajá, Del Castilho, Madureira...
·         No inicio dos anos 80, Pagodinho começa a se estabelecer como um versador de respeito.
·         Em parceria com o flautista e partideiro Cláudio Camunguelo, teve sua primeira música gravada: "Amargura".
·         A faixa entrou no repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal, fundado em 1977 e originário do Cacique de Ramos.


·         A aproximação com o grupo acabou levando Zeca Pagodinho para perto de Beth Carvalho. Foi ela quem gravou seu primeiro sucesso: “Camarão que Dorme a Onda Leva", que ganhou até clipe no Fantástico.
·         A madrinha ainda gravou "Jiló com Pimenta" (Arlindo Cruz e Zeca).
·         Depois foi a vez de Alcione registrar "Mutirão do Amor" (Zeca, Sombrinha e Jorge Aragão) no LP "Almas e Corações", de 1983.
·          Suas músicas estouraram nas rádios e ganharam as ruas, e não há quem não saiba de cor um dos seus refrãos.
·          Tornou-se tão imensamente popular que seus shows chegam a ser contratados por cachês generosos, sendo realizados nas mais badaladas casas de espetáculo do país.

3 – A Fama
Dinheiro é como água do mar: quanto mais você toma, maior é sua sede. O mesmo se aplica à fama. (Schopenhauer)
·          Sempre fiel a suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebe também reconhecimento da crítica, de artístas, cantores e compositores consagrados.
·          Nei Lopes afirma que o sambista "é uma das poucas unanimidades nacionais, elevado ao patamar do mega-estrelato pop pelas gravadoras".
·          Em 2003, no auge de sua carreira, foi o primeiro artista de Samba a gravar um especial de TV, CD e DVD pela MTV Brasil (tradicional reduto do pop rock).
·          O Acústico MTV, gravado no Rio, foi um de seus discos mais vendidos, rendendo inclusive uma segunda edição em 2006 (a primeira da história da MTV Brasil).
·          O segundo acústico, batizado de Acústico MTV Zeca Pagodinho 2 - Gafieira, homenageou o samba de gafieira.


·          Os números respondem pelo sucesso: “Vida da Minha Vida”, seu disco mais recente, ficou entre os cinco mais vendidos do ano de 2010.
·          Além disso, coleciona 2 discos de diamante, 18 discos de ouro, 13 discos de platina e 6 discos de platina dupla.
·          Gravou mais de 20 discos e é considerado um grande nome do gênero samba e pagode e partido alto.
·          Em 2007, o cantor criou o selo ZecaPagodiscos, em parceria com o produtor musical Max Pierre, ex-diretor artístico da Universal Music no Brasil.

4 – O homem
As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter.

·         A paixão por Xerém é antiga. Foi o lugar que Zeca escolheu para viver ainda em 1991.
·         O sítio se transformou em um espaço para fazer o que mais gosta: reunir os amigos, compor sambas, estar em contato com a natureza.
·         E em 1998, tornou-se a sede da escola de música para crianças. “Música é tudo. Quem tem música, tem boa cabeça”, afirma.


·         Durante uma entrevista recente, Zeca questiona sua imagem de artista, mostrando muita simplicidade, considerando-se uma pessoa 'normal' que bebe cerveja e pega ônibus.
·         A vida me levou para esse lado. Não me fiz artista, a vida me fez artista, se é que posso ser considerado artista". 
·         Zeca Pagodinho também comentou a respeito da internet e redes sociais, dizendo desconhecer a funcionalidade dos mesmos: "Não tenho nem idéia do que é isso. Agora é tanta coisa, é Orkut, é Facebook, que aporrinhação, meu Deus... Poderia ser uma coisa só!".
·         Finalizando a entrevista, quando questionado como se vê nos próximos 30 anos, Zeca cita a Velha Guarda da Portela e completa : "Quero continuar tomando um belezol (gíria para cerveja). Se eu ficar bacana, está tudo bem" - finaliza seguido de aplausos. 


5 – Fontes


http://www.musicaparamusica.com.br/post/zeca-pagodinho-mostra-simplicidade-em-coletiva/506