ZN-FILOSÓFICA

domingo, 18 de novembro de 2012

TRICOLORES DE OCASIÃO



(Resposta às perguntas irônicas que me dirigem.)

Por: Claudio Fernando Ramos 18/11/2012 Cacau “:¬)

O para os oportunistas é a ocasião, para os íntegros é o coração. Cacau ":¬)
 O ano é 2012, certamente esse está sendo um dos melhores anos para nós Tricolor das Laranjeiras: Campeão da Taça Guanabara 2012, Campeão Estadual 2012 e Campeão Brasileiro (Tetra). Porém, por conta da inconsistência de muitos,  tenho sido alvo da crítica de várias pessoas que vivem na cidade do Natal, toda vez que visto uma das muitas camisas que possuo do Fluminense. Por aqui é comum as pessoas torcerem para mais de um clube de futebol, algo muito comum nos muitos interiores desse imenso país; isso ocorre por conta de dois fatores fundamentais: primeiro, porque a influência dos canais de TV com sede na Região Sudeste do país (Rio de Janeiro e São Paulo) é algo inexorável; segundo porque os times locais ( no caso de Natal: ABC, América, Alecrim...) são inexpressivos nacionalmente (desculpem-me a franqueza). Esses dois fatores somados, além de outros que prefiro não citar, acabam por produzir anomalias incompreensíveis: quando um time do Sudeste vem jogar contra um time local, para quem se torce? Se você já tem um time, que é o do coração (geralmente da própria região), há lugar, na mesma proporção, para outro (de região diferente)?

Driblando a adversidade, assim fomos campeões!

Eu tenho a minhas próprias respostas para essas duas perguntas; mas elas destoam de tudo o que ouço pelas ruas da capital potiguar.

Não é jogo dos dez erros. Só não vê quem não quer.
Depois do título comemoração com amigos, Redinha praia.
Até o carango é Tricolor!
Sou fruto de uma família de Tricolores. Fui, sou e sempre serei Fluminense (assim foi quando, por um período de tempo, morei em mais de uma Região do país e, consequentemente, em mais de uma dezena de Estados). Para os que vivem me arguindo sobre o porquê de tantas pessoas estarem usando a camisa do Flusão nos últimos dias (com tons de ironia), eu vos digo: perguntem aos que o fazem (e para piorar, a maioria das camisas são falsificadas)! Mas, como ainda insistem em me questionar, eu vos direi: não são Tricolores de coração, são oportunistas,  para esses, o time só ganha relevo guando vence - tornando-se o desejado da grande mídia, passa ser desejado do povão também; esses torcedores - tão mercenários quanto alguns jogadores, são “Tricolores” de Ocasião, nada mais, nem nada menos que isso. 

Se isso não bastar, aos que insistentemente me indagam: qual é o seu primeiro, segundo e terceiro clube quando estás fora do Rio? Eu respondo: Fluminense, Tricolor das Laranjeiras e Fluzão! Cacau “:¬)   

sábado, 3 de novembro de 2012

ENEM 2012


O HUMANO DIVINO
(Filosofia para o ENEM)

Por: Claudio Fernando Ramos 03 de Novembro de 2012 – Natal-RN
 
                                                      O poder que em nós reside.
 
Mesmo que a escolha não seja concretizada em um primeiro ou segundo momento, isso em nada abala a total soberania da liberdade em nossa vida! “O homem está condenado a ser livre”! Contraditoriamente, afirmou o filósofo francês.

Uma vez escolhida à educação, tanto a formal quanto a informal, como único e melhor caminho para se chegar a um fim proveitoso; é, irreversivelmente, isso o que irá ocorrer. Ao contrário do que se imagina, a liberdade também se alegra com o fato de que não é só na efetivação das escolhas postuladas que se pode ser feliz nessa vida. A escolha autônoma, em si mesma, é uma conquista!

Todo o processo, os longos ou curtos desdobramentos, os aprazíveis ou espinhosos caminhos a serem percorridos, têm, certamente, suas parcelas de contribuição a dar. Portanto, os que não negligenciarem a compreensão dos fatos, a transformação dos valores pessoais, e a pacificação de um sorriso espontâneo, no momento em que o percurso for sendo construído, certamente saberão mensurar, com toda riqueza de detalhes, a intensidade do regozijo no momento da chegada!

A liberdade da escolha, a perseverança no caminho e o êxtase da chegada, são elementos com dores e prazeres singulares. Mas, quando postos em um só recipiente e misturados à gosto, deificam qualquer alma. Alma essa que até então só era vista como humana. Cacau “:¬)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Natal Agoniza, Acudam!



                                                 Bandeira do Município de Natal.

Já há algum tempo, e mais especificamente nesses últimos quatro anos, a Câmara Municipal de Natal tem sido um local de decepções e frustrações para o povo natalense. Poucas vezes se viu e ouviu tantos conchavos, marasmos e incompetências mil.

 
Palácio Felipe Camarão, o esplendor externo não tretrata a agonia interna.

 A cidade do Natal agoniza!

Nesse difícil momento, instantes que antecedem a morte eminente: os parasitas que sugaram a essência do Município até a última gota, do último minuto; os ratos, que fizeram dos corredores do poder, seu esgoto particular; começam a abandonar o corpo/barco. Mas não devemos nos alegrar dizendo: finalmente, até que enfim, já não era sem tempo. Nada disso! Com esse abandono pontual, eles não sumirão, desaparecerão, escafeder-se-ão. Ao contrário! Com a costumeira habilidade, manter-se-ão afastados, não neutros (malandragem não para, malandragem dá um tempo). Aguardarão pacientemente algum sinal de convalescença da moribunda cidade. Se na futura gestão (tão comprometida quanto a atual) isso ocorrer,  esses mesmos ratos e parasitas, que tão descaradamente, se beneficiaram e apoiaram esse estado de coisa, darão início a lubrificação das engrenagens que acionam as articulações necessárias para mais uma bateria de acordos e apoios espúrios que, com a devida remuneração (o pagamento pode se dar com favores, cargos,  facilitações; cada um faz seu preço), farão a alegria dessa minoria (pais, filhos e netos de não sei quem) que sempre se revezam no poder (infames oligarcas e aristocratas).


Câmara Municipal do Natal, a casa que deveria ser do povo!
Estando no Vaticano, beija-se o anel do Papa. Para fazer política e ser vitorioso no Rio Grande do Norte, beija-se o anel de algumas seletas famílias. Eu só gostaria de poder olhar nos olhos de todos esses figurões que apoiaram a atual administração de Natal (não foram poucos, acredite). Nenhuma pergunta se faria necessária, mesmo porque, com toda certeza não haveria uma ética resposta para a mesma.


      Micarla de Souza, prefeita afastada de Natal 2012 (Tanto bateu asa que voou).

Já que o SUS não funciona com o mínimo de satisfação e os planos de saúde não atendem a contento. Resta-me, na condição de preocupado cidadão, adquirir em catecismo, um terço, um pouco de água-benta e algumas velas. E mesmo não sendo Católico, acreditar (de forma análoga aos sertanejos que gemem debaixo da maior seca dos últimos cinquentas anos) que de posse desses amuletos mágicos, com a minha microscópica, mas real fé, consiga fazer alguma contribuição para mudar esse quadro caótico em que se encontra não só a cidade do Natal; mas a política que por aqui, há séculos se faz (moro aqui tempo suficiente para saber que pelo voto é inviável).
        Carlos Eduardo, prefeito eleito de Natal 2012 (Trocou-se seis por meia duzia).

Fé em Deus, em Buda, Maomé, em Confúcio, Alan Kardec ou em quem você quiser. Menos nos políticos! Acreditar em pessoas dessa extirpe no Município de Natal é pura perca de tempo! Se achas que exagero, converse com nossa cidade. Mas, seja célere, antes que ela morra! Cacau “:¬)