ZN-FILOSÓFICA

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Natal Agoniza, Acudam!



                                                 Bandeira do Município de Natal.

Já há algum tempo, e mais especificamente nesses últimos quatro anos, a Câmara Municipal de Natal tem sido um local de decepções e frustrações para o povo natalense. Poucas vezes se viu e ouviu tantos conchavos, marasmos e incompetências mil.

 
Palácio Felipe Camarão, o esplendor externo não tretrata a agonia interna.

 A cidade do Natal agoniza!

Nesse difícil momento, instantes que antecedem a morte eminente: os parasitas que sugaram a essência do Município até a última gota, do último minuto; os ratos, que fizeram dos corredores do poder, seu esgoto particular; começam a abandonar o corpo/barco. Mas não devemos nos alegrar dizendo: finalmente, até que enfim, já não era sem tempo. Nada disso! Com esse abandono pontual, eles não sumirão, desaparecerão, escafeder-se-ão. Ao contrário! Com a costumeira habilidade, manter-se-ão afastados, não neutros (malandragem não para, malandragem dá um tempo). Aguardarão pacientemente algum sinal de convalescença da moribunda cidade. Se na futura gestão (tão comprometida quanto a atual) isso ocorrer,  esses mesmos ratos e parasitas, que tão descaradamente, se beneficiaram e apoiaram esse estado de coisa, darão início a lubrificação das engrenagens que acionam as articulações necessárias para mais uma bateria de acordos e apoios espúrios que, com a devida remuneração (o pagamento pode se dar com favores, cargos,  facilitações; cada um faz seu preço), farão a alegria dessa minoria (pais, filhos e netos de não sei quem) que sempre se revezam no poder (infames oligarcas e aristocratas).


Câmara Municipal do Natal, a casa que deveria ser do povo!
Estando no Vaticano, beija-se o anel do Papa. Para fazer política e ser vitorioso no Rio Grande do Norte, beija-se o anel de algumas seletas famílias. Eu só gostaria de poder olhar nos olhos de todos esses figurões que apoiaram a atual administração de Natal (não foram poucos, acredite). Nenhuma pergunta se faria necessária, mesmo porque, com toda certeza não haveria uma ética resposta para a mesma.


      Micarla de Souza, prefeita afastada de Natal 2012 (Tanto bateu asa que voou).

Já que o SUS não funciona com o mínimo de satisfação e os planos de saúde não atendem a contento. Resta-me, na condição de preocupado cidadão, adquirir em catecismo, um terço, um pouco de água-benta e algumas velas. E mesmo não sendo Católico, acreditar (de forma análoga aos sertanejos que gemem debaixo da maior seca dos últimos cinquentas anos) que de posse desses amuletos mágicos, com a minha microscópica, mas real fé, consiga fazer alguma contribuição para mudar esse quadro caótico em que se encontra não só a cidade do Natal; mas a política que por aqui, há séculos se faz (moro aqui tempo suficiente para saber que pelo voto é inviável).
        Carlos Eduardo, prefeito eleito de Natal 2012 (Trocou-se seis por meia duzia).

Fé em Deus, em Buda, Maomé, em Confúcio, Alan Kardec ou em quem você quiser. Menos nos políticos! Acreditar em pessoas dessa extirpe no Município de Natal é pura perca de tempo! Se achas que exagero, converse com nossa cidade. Mas, seja célere, antes que ela morra! Cacau “:¬)