sábado, 22 de junho de 2013

HERÁCLITO DE ÉFESO SAI ÀS RUAS BRASILEIRA



(FILOSOFIA POLÍTICA)

Por: Claudio Fernando Ramos, 22/06/2013. Cacau “:¬)

Manifesto popular na Esplanada dos Ministérios em Brasília.

“O Gigante acordou”, “Agora vai”, “Finalmente”, “Neste momento, orgulho-me de ser brasileiro”... Essas, além de outras, são palavras de ordem que se ouve nos salões, nas casas, nas escolas, nas igrejas, nas ruas...

Faz algum tempo que uma determinada pessoa, Heráclito de Éfeso (535 – 475 a.C.), compreendeu, sem ser plenamente compreendido (o Obscuro), que a vida é dinâmica. Para o filósofo de Éfeso, toda a realidade é puro Devir. Isso tem em seu escopo  às seguintes implicações: a realidade é a luta dos contrários; toda realidade é constante e ininterrupto movimento, mudança, transformação; ninguém banha-se duas vezes em um mesmo rio, pois que da segunda vez nem o rio, nem os banhistas serão os mesmos.

Nossos “profissionais” da política nacional são relapsos, produtos de anos, décadas e séculos de descaso, nunca se viram na obrigação de prestarem conta a seu ninguém. E, o que é muito pior, nunca foram realmente cobrados por essa miséria institucional.  Agora, às vésperas dos grandes eventos promovidos pelo país, foram pegos de calças curtas. Permitam-me essa inusitada informalidade literária: bem feito!

Nossa atual presidente quando protestante em plena Ditadura Militar.

Há muito Heráclito anda pelas ruas do Brasil. Para seus ciosos interlocutores, ele com acuidade diz: “a realidade é a guerra dos contrários”.  O dia tem a noite, assim como a noite possui o dia; o bem sucede o mal, o ser ao não-ser... Sabemos da importância e urgência da saúde por conta da brutal realidade da doença, e nós, como os senhores do poder bem sabem, já ficamos doentes por tempo demais. Tudo isso é dicotômico, dual, dialético, heraclitiano!

José Genuíno, ex-presidente do PT (atual Deputado Federal  condenado por corrupção no caso Mensalão), quando era guerrilheiro.


A democracia (arte de governar com os contrários) faz o seu curso natural! Talvez esses eventos (ida às ruas), somados àqueles de outrora: Diretas Já (década de 80), Caras Pintadas (década de 90), propicie aos brasileiros às condições adequadas para superar aquilo que sempre foi a sua maior deficiência: comunicação.  Mesmo que o Renascimento e o Iluminismo tenham ocorrido na Europa há vários séculos, desconfio que pelas terras brasileiras eles nunca tenham dado às caras. Temos por costume dar às costas aos conflitos, postergar a solução dos problemas, fazer comentários na ausência. Trocamos o confronto pela apatia, o embate pela comodidade, a luta pela fé. Só não se sabe fé em quê!

José Dirceu (protestando nas rua de São Paulo na época da Ditadura Militar), Ex-Ministro do governo Lula, condenado por corrupção no caso Mensalão.


De momento temos às ruas, possuamo-las! Todavia, faz-se mister que se atente para a história, não devemos, nem podemos incorrer nos mesmos erros que os nossos incompetentes governantes. Assim como eles subestimaram a consciência coletiva, fomentada pelas redes sociais, não podemos deixar de lembrar que os protestados de hoje, foram os protestantes de ontem (Dilma, Dirceu, Serra, Genuíno, Lula, FHC...). Às ruas que hoje possuímos, nos conduz aos palácios, nos palácios residem às múltiplas formas de poder... Amanhã, quando estivermos no poder, quem e o que seremos? Medíocres  como nossos pais? Ou sonhadores como os nossos pares? Cacau “:¬)

Heráclito de Éfeso, filósofo grego.


     


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