ZN-FILOSÓFICA

domingo, 9 de março de 2014

OS SOFISTAS (ESQUEMA DE AULA)


Adaptado de: http://www.brasilescola.com/filosofia/os-sofistas.htm. Em 09/03/2014. Cacau “:¬)




                                               Górgias - Juntamente com Protágoras foi um dos maiores sofistas de todos os tempos

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TEXTO:
·         Filosofaram, principalmente, no período da democracia na Grécia antiga: várias transformações ocorreram na sociedade, exigindo novas formas de se relacionar. A democracia era o sistema de governo que pressupunha a escolha periódica de executores e elaboradores das leis. E para isso, não havia nenhum critério.

·         Não deram atenção às questões cosmológicas: a busca pelo ser das coisas deixa de ser o foco principal das questões filosóficas, que agora se ocupa com o homem e suas potencialidades. Fizeram uma filosofia iminentemente antropológica.

·         Foram os primeiros pedagogos do ocidente: sistematizaram os saberes de sua época.

·         Eram mestres de retórica e eloquência: era preciso saber falar para fazer valer seus interesses nas assembleias. Surgem, então, os famosos oradores denominados Sofistas, palavra que significa sábio em grego.

·         Mediante boa remuneração, foram os primeiro a cobrarem para ensinar, esses homens, portadores de uma eloquência incomum, propunham ensinar qualquer coisa aos cidadãos que almejassem os cargos públicos ou simplesmente que se defenderiam em um caso litigioso.

·         Suas técnicas eram a de ensinar a persuadir convencendo seu interlocutor em um debate, seja pela emoção, seja pela passividade deste. Ardilosos oradores, os sofistas fascinavam àqueles que ouviam suas palestras, ensinando como transformar um argumento fraco em um argumento forte e vice-versa.

·         Eram relativistas: para eles, fácil era convencer conforme seus interesses, por isso conseguiam provar que uma coisa ora era branca, ora preta. O importante era convencer a qualquer custo.

·         Eles ensinavam a quem pudesse pagar, sobre qualquer coisa, dizendo serem portadores de um saber universal. Mas na prática, ensinavam como refutar o seu adversário, não se preocupando com a relação que as palavras tinham com as coisas, articulando-as segundo as necessidades do debate para convencer e derrotar seu oponente.

·         São famosos e numerosos os sofistas que atuaram na Grécia antiga, em especial em Atenas, onde a cultura floresceu com mais evidência. Híppias, Pródico, Antístenes, Trasímaco são apenas alguns exemplos históricos destes que inventaram um certo modo de viver numa política que pressupunha a isonomia (leis iguais para todos os cidadãos). No entanto, podemos destacar especialmente dois dos maiores sofistas de todos os tempos: Górgias e Protágoras.

·         Protágoras é conhecido como o primeiro sofista. Sua fama se estendia por todas as colônias e era um homem culto e bem sucedido. Aliás, a estima do público, a vaidade e o reconhecimento era algo de que todos os sofistas se valiam, pois para eles o que importa é o momento e jamais o que se tem depois de morto. Questões espirituais eram descartadas, gerando algumas acusações de impiedade, das quais o próprio Protágoras conseguiu escapar.

·         Protágoras: este eminente orador vivia uma forma de absoluto subjetivismo relativista. Sua máxima “o homem é a medida de todas as coisas” ilustra bem o modo de pensar das diferentes pessoas. Isto quer dizer que cada pessoa, pensa, deseja e busca algo para si, de tal forma única que impossibilita que exista uma verdade absoluta. A verdade, segundo ele, depende de cada um, depende de como cada coisa aparece para cada um em seu juízo. O que pode ser verdade para um, pode não o ser para outro. Com esse relativismo moral, ele rejeita toda verdade universal. Com isso, Protágoras também desacreditava dos deuses. Seu pragmatismo imediatista afirmava que se você nada pode saber dos deuses, eles não servem para nada e, assim, você pode ser indiferente a eles. Esse foi um dos motivos pelos quais ele foi acusado de impiedade.

·         Outro ilustre sofista e não menos importante foi Górgias. Descartando qualquer noção de moral ou virtude, ele determinou a persuasão como algo essencial ao homem.

·         Górgias redigiu um tratado sobre o Não Ser, em resposta ao filósofo Parmênides, em que consta o resumo de seu modo Niilista de pensar. Para ele, nada existe de real; e se nada existe, o homem não pode conhecer verdadeiramente nada; e mesmo que algo exista e possa a ser conhecido, seria impossível comunicar aos outros este conhecimento.

·         Desse modo, Górgias acentua o seu ceticismo, evidenciando a impossibilidade de um conhecimento definitivo e propiciando um ambiente em que o mundo só tem o valor daquilo que o homem confere, consciente de sua efemeridade, ou seja, que o homem é um ser passageiro e que age apenas para satisfazer seus interesses pessoais.

Questão:

     Os Sofistas foram acusados por Platão e por Aristóteles de serem comerciantes do saber, mas hoje se reconhece suas contribuições em diversas áreas do conhecimento, como, por exemplo, para a retórica. É correto afirmar que os Sofistas
a) eram em grande parte estrangeiros e desenvolveram a educação em ambiente artificial, tendo em vista o êxito do educando na política.
b) advindos em grande parte das colônias chegam a Atenas, ajudando Sócrates a reformar o regime democrático da polis.
c) fundamentaram o conhecimento pela razão, aprimorando pelo discurso, o pensamento pitagórico.
d) após enriquecerem passaram a ministrar aulas gratuitas, modificando todo o sistema de ensino da Grécia Antiga.
     e) Protágoras, ao contrário de Górgias era um pensador bem mais dogmático.