ZN-FILOSÓFICA

sábado, 26 de janeiro de 2013

A IDADE DA LOBA



(MULHERES BALZAQUIANAS)

Por: Claudio Fernando Ramos, 26/01/2013. Cacau “:¬)


Após a leitura do texto ouça a música, clicando no link abaixo.


Essa semana ao me dirigir com palavras a uma colega de trabalho, a denominei balzaquiana; como educadora e mulher que é, logo a curiosidade lhe corroeu o pensamento, e ela me arguiu: o que isso significa? Como a discussão em que estávamos envolvidos (vários outros professores também davam suas contribuições) era febril, posterguei a explicação. Agora, nesse instante, bem menos acalorado do que antes, segue a devida resposta ao questionamento: “Balzaquiana ou mulher balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro A Mulher de Trinta Anos (1831-32) do francês Honoré de Balzac e que se refere às mulheres na casa dos 30 e, atualmente, também às mulheres de 40 anos. Em seu livro, Balzac faz uma apologia às mulheres de mais idade que, emocionalmente amadurecidas, podem viver o amor com maior plenitude - em completa oposição a tradicional figura da moça romântica que nos livros tinham no máximo 20 anos. Sua personagem principal, Júlia d`Àiglemont, é o grande retrato da mulher mal casada, que após anos de infelicidade, ao chegar aos 30 anos e consegue encontrar o amor nos braços de Carlos Vandenesse”.  Wikipédia, a enciclopédia livre





Particularmente, sempre tive declarada inclinação pelas balzaquianas. Mesmo vivendo em uma época em que a juventude, e, todas as prerrogativas a ela relacionadas, ganham cada vez mais importância e herdam cada vez mais espaços nos lugares em que, a rigor, deveria haver isonomia (igual direito), isocracia (igual acesso) e isegoria (igual direito à fala). 


Não há problema algum em se relacionar com mulheres de trinta ou mais. Sem sombra de dúvida, são mais experientes, no sentido mais lato que o termo possa comportar. A ausência da juventude é plenamente compensada por outras aquisições, que foram arroladas ao longo dos anos. A grande questão é como elas chegam aos trinta ou aos quarenta anos. Algumas, por terem se dedicado por completo, a filhos portadores da síndrome de Peter Pan (crescem, mas nunca amadurecem) e, a homens vampiros (sugam toda beleza e juventude até a última gota); chegam a essa fase da vida, como se estivessem chegando ao fim da existência (não há necessidade de exemplos, basta olhar para muitas mulheres/esposas/mães que conhecemos). É certo que enquanto os homens (adolescentes) se divertem com seus games, as meninas se apaixonam; mas, em contra partida, é também verídico que enquanto, a partir dos quarenta anos, muitos homens acontecem,  várias mulheres, prematuramente, se despendem.

Alguém disse em algum lugar, em algum momento, que difícil é construir alguma coisa significativa com o outro (duas pessoas, duas cabeças, dois mundos); porém, muito pior é recomeçar a mesma coisa, depois de muito tempo, com outra pessoa diferente de todas as pessoas anteriores. Acho que quem disse isso fui eu mesmo... Rsrsrsrs... Cacau “:¬)